“A nosa literatura vai por diante da nosa historia”
Se iso quere dicir que hai voces que soan detrás da miña escrita, si. Iria é unha novela de ritmo e de música, que sobe e baixa como o mar. Non concibo a literatura sen ritmo...!
Segue a ser útil a literatura para a resistencia...?
A Literatura é un capital simbólico impagable asociado ao principal rasgo da nosa identidade como nación, a lingua. Quen é o noso pai da patria? Rosalía de Castro, unha muller, unha escritora. Cando temos que invocar no mundo quen somos acudimos a Rosalía ou a Castelao, non a Pardo Bazán. España a Cervantes, Portugal a Camões, os ingleses a Shakespeare. Nós a Rosalía.
A literatura, dixo Jameson, proporciona unha alegoría nacional. Non é historia, pero acompaña un proxecto político, e vai por diante....!
E por iso a épica....?
Agás poucos poetas, como Pondal, tendeuse a desposuír o suxeito político pobo galego do seu rasgo épico, pero é unha dimensión que non lle podemos furtar. Sei que vou a contracorrente, pero é a miña maneira de vivir este mundo, o mundo do mar, o obreiro, o labrego....!
dissabte, 30 de juny del 2012
dimecres, 27 de juny del 2012
Galicien-Zentrum da Uiversidade de Trier (Germània)
É para mim uma honra e um prazer abordar hoje uma temática que, à primeira vista,desperta o interesse uma vez que o conhecimento desta matéria não está demasiado desenvolvido, é mesmo bastante vago. Convém, no entanto, delimitar a temática. Parto do princípio que os organizadores deste congresso pensaram neste longo período histórico que separa a Antiguidade da Idade Média, caracterizado pelas chamadas Invasões
Germânicas -ou dos Bárbaros, no sentido clássico de “estrangeiros” - e que marca a
dissolução da relativa unidade romana e latina ou política e cultural do Império em antigas regiões históricas ou étnicas e em línguas românicas individuais. E será neste sentido que vou resumir alguns, poucos, aspectos da história da língua galega.
A noção de «germânico», no seu uso actual, refere-se também a um dos estados germânicos –a Alemanha (em italiano Germania)– mas, curiosamente, não abarca a Inglaterra, a Holanda,os países escandinavos. No decorrer da historia medieval e moderna tem havido bastantes contactos entre a Europa germânica e a Galiza, aliás sem influência linguística ou cultural recíproca digna de menção.
Não me ocuparei destas fases históricas posteriores às Grandes Invasões, interessantes em mais de um aspecto político, económico ou cultural. Também não vou tratar de um aspecto particular da história da linguística românica,disciplina filológica importantíssima nascida na Alemanha do século XIX, ou seja da formação científica «germânica» de alguns dos grandes romanistas galegos ou da contribuição de romanistas alemães para os Estudos Galegos.
Quero apenas mencionar o meu mestre Joseph M. Piel, importante no contexto da minha temática e grandeigo da Galiza e dos galegos, para realçar a transcendência da prevista reedição das suas obras (inclusive os inéditos e um índice remissivo) aqui em Santiago.
Feitas estas reservas devo ainda acrescentar que prefiro, pessoalmente, dizer Galicia em vez da forma portuguesa e popular Galiza; ela traduz uma realidade histórica contínua ao contrário de muitos outros domínios de grande tradição, incluído o secular Portugal nascido de terras «galegas» em palavras do Padre Sarmiento: nunca houve um «Portugal germânico
». Desde já sublinho que o nosso passeio pela história dos séculos V ao X ou XI será bastante árido: politicamente marcado pela dominação «germânica» e a conseguinte convergência num estado nacional –o hiato islâmico só teve consequências indirectas na formação da Galicia e do galego medievais– o elemento germânico nota-se, eventualmente,na sociedade e nas instituições: a história propriamente linguística desta fase de formação da realidade galega pouco tem de germânico.
1.Repito muito sucintamente as datas históricas mais importantes do período germânico,que considero aliás conhecidas. As nossas fontes mais directas dos acontecimentos históricos são os relatos de Idácio, Paulo Orósio, São Martinho de Braga (ou de Dume),Gregório de Tours, João de Bíclaro e Isidoro de Sevilla1.
Germânicas -ou dos Bárbaros, no sentido clássico de “estrangeiros” - e que marca a
dissolução da relativa unidade romana e latina ou política e cultural do Império em antigas regiões históricas ou étnicas e em línguas românicas individuais. E será neste sentido que vou resumir alguns, poucos, aspectos da história da língua galega.
A noção de «germânico», no seu uso actual, refere-se também a um dos estados germânicos –a Alemanha (em italiano Germania)– mas, curiosamente, não abarca a Inglaterra, a Holanda,os países escandinavos. No decorrer da historia medieval e moderna tem havido bastantes contactos entre a Europa germânica e a Galiza, aliás sem influência linguística ou cultural recíproca digna de menção.
Não me ocuparei destas fases históricas posteriores às Grandes Invasões, interessantes em mais de um aspecto político, económico ou cultural. Também não vou tratar de um aspecto particular da história da linguística românica,disciplina filológica importantíssima nascida na Alemanha do século XIX, ou seja da formação científica «germânica» de alguns dos grandes romanistas galegos ou da contribuição de romanistas alemães para os Estudos Galegos.
Quero apenas mencionar o meu mestre Joseph M. Piel, importante no contexto da minha temática e grandeigo da Galiza e dos galegos, para realçar a transcendência da prevista reedição das suas obras (inclusive os inéditos e um índice remissivo) aqui em Santiago.
Feitas estas reservas devo ainda acrescentar que prefiro, pessoalmente, dizer Galicia em vez da forma portuguesa e popular Galiza; ela traduz uma realidade histórica contínua ao contrário de muitos outros domínios de grande tradição, incluído o secular Portugal nascido de terras «galegas» em palavras do Padre Sarmiento: nunca houve um «Portugal germânico
». Desde já sublinho que o nosso passeio pela história dos séculos V ao X ou XI será bastante árido: politicamente marcado pela dominação «germânica» e a conseguinte convergência num estado nacional –o hiato islâmico só teve consequências indirectas na formação da Galicia e do galego medievais– o elemento germânico nota-se, eventualmente,na sociedade e nas instituições: a história propriamente linguística desta fase de formação da realidade galega pouco tem de germânico.
1.Repito muito sucintamente as datas históricas mais importantes do período germânico,que considero aliás conhecidas. As nossas fontes mais directas dos acontecimentos históricos são os relatos de Idácio, Paulo Orósio, São Martinho de Braga (ou de Dume),Gregório de Tours, João de Bíclaro e Isidoro de Sevilla1.
dimarts, 26 de juny del 2012
O galego na etapa franquista.de represión.
Os primeiros anos da dictadura son anos de represión dura e silencio.
Houbo unha dialéctica clara, partía dun primeiro principio: a indisolubilidade da patria. Para cada patria, unha única lingua. O español pasa a ser a esencia da españolidade. O gañado na preguerra pérdese, a funcionalidade lingüística que se recuperara tamén se perde. Con todo o réxime franquista nos prohibe expresamente o galego. No plano cultural desaparece. Os intelectuais que quedan no pais ou gardan silencio ou escriben en castelán. Ata o 46 silencio absoluto.
Pero na emigración americana, nos exiliados, continúa o labor de recuperación (países centrais: Arxentina, Brasil, México, Venezuela e Cuba). Coa chegada dos exiliados as actividades vanse multiplicar nos centros culturais destes países (creación de editoriais, programas de radio en galego). Destaca o centro de Bos Aires como centro de intelectualidade e no que a lingua galega desempeña funcións que aquí tiña negadas. Intelectuais: Castelao, Rafael Dierte, Eduardo Blanco Amor, Luís Seoane.
A partir dos anos 50 hai unha lenta recuperación nos ámbitos culturais. Xa non 46 cabe citar a publicación dun libro de poemas que se titula “Cómaros verdes” de Aquilino Iglesia Alvariño. No ano 49 introducción da poesía: Benito Soto (pirata), Censo Emilio Ferreiro, M. Cuña Noras.. Nese mesmo ano publícase unha obra de Cabanillas titulada “Camiños do tempo”. Entre o ano 46 e o ano 68 aparece un suplemento cultural de un xornal de Santiago que se chamaba “La noche”; nel hai moitas celebracións en galego.
No ano 1950 aparece unha editorial “Galaxia” (pedra base da recuperación). O obxectivo desta editorial é que o galego sexa útil para calquera xénero ou tema e non so para usar folclóricos. De todas formas pese a isto o réxime combate calquera tentativa normalizadora. Con todo tipo de censuras, ataques...tamén a intelectualidade española do momento pois infravalora o galego como lingua de transmisión pública.
dilluns, 25 de juny del 2012
A lingua galega eé unha lingua romance ou neolatina
A lingua galega é unha lingua romance ou neolatina, con influencia léxica pre-celta, celta, éuscara, xermánica, provenzal, castelá (arabismos, prestamos lingüísticos, ortografía moderna e certos trazos fonéticos) e amerindia.
O galego moderno descende do galego-portugués, lingua medieval que evolucionou e deu lugar aos actuais galego e portugués. A lingua galega fálase en Galicia, nos concellos limítrofes dos territorios de Asturias, León, Zamora, en tres concellos estremeños e nas comunidades de galegos emigrantes en Arxentina e Uruguai (máis de tres millóns de emigrantes galegos vivindo naqueles países).
A lingua galega é un romance autónomo para as autoridades lingüísticas oficiais en Galicia, emparentado co portugués, mentres para outros lingüistas aínda hoxe é unha variante co-dialectal do diasistema lingüístico galego-portugués.A lingua considérase formada arredor do s. IX no que se refire á oralidade, como resultado da asimilación do latín vulgar falado polos conquistadores romanos no s. II dC.
No seu momento foi lingua culta fóra dos reinos de Galicia e Portugal nos reinos veciños de León e Castela. Escribiu en galego, por exemplo, o rei Afonso X o Sabio, as "Cantigas de Santa María". A súa importancia foi tal que se considera a segunda literatura durante a Idade Media, só despois do Occitano.Recentemente foi achado o documento máis antigo escrito en galego no territorio actual galego que se conserva, o cal data do ano 1228, trátase do Foro do burgo de Castro Caldelas outorgado por Afonso IX en abril do dito ano ao concello de Allariz (Ourense).
O galego-portugués tivo case 700 anos de existencia oficial e plena, pero as derrotas que a nobreza galega sufriu ao tomar partido polos bandos perdedores nas guerras de poder de finais do s. XIV e primeiros do s. XV provoca a asimilación da nobreza galega e a dominación castelá, o que leva consigo unha opresión e unha desaparición pública, oficial, literaria e relixiosa da lingua galega ata finais do s. XIX. Son os chamados Séculos Escuros. O portugués, pola súa banda, gozou durante este período dunha protección e desenvolvemento libre grazas a que Portugal foi o único territorio peninsular que permaneceu alleo ao dominio lingüístico do castelán.
Na actualidade o galego fálano case tres millóns de persoas; é a lingua minorizada con maior comprensión e uso porcentual dentro do Estado Español. É idioma oficial na Nacionalidade Histórica de Galicia (onde o castelán é co-oficial), e tamén se fala na Terra Eo-Navia (Asturias), no Baixo Bierzo (León), nas Portelas (Zamora) e na Serra de Xálima (Cáceres). Así mesmo é a lingua da importante comunidade galega no exterior, espallada por todo o mundo.
Desde o punto de vista reintegracionista, Galicia fala unha lingua que ten 210 millóns de falantes no mundo, coñecida como portugués. Aínda, no chamado galego do continente europeo, deberiamos incluír as falas do norte de Portugal, que conforman un conxunto relativamente unitario de falares no cadro da actual euro-rexión Galicia-Norte de Portugal.
Cada 17 de maio celébrase o "Día das Letras Galegas" dedicado a un escritor nesta lingua (elixido pola Real Academia Galega). O día escollido utilízano os organismos oficiais para potenciaren o uso e o coñecemento da lingua galega.
O galego moderno descende do galego-portugués, lingua medieval que evolucionou e deu lugar aos actuais galego e portugués. A lingua galega fálase en Galicia, nos concellos limítrofes dos territorios de Asturias, León, Zamora, en tres concellos estremeños e nas comunidades de galegos emigrantes en Arxentina e Uruguai (máis de tres millóns de emigrantes galegos vivindo naqueles países).
A lingua galega é un romance autónomo para as autoridades lingüísticas oficiais en Galicia, emparentado co portugués, mentres para outros lingüistas aínda hoxe é unha variante co-dialectal do diasistema lingüístico galego-portugués.A lingua considérase formada arredor do s. IX no que se refire á oralidade, como resultado da asimilación do latín vulgar falado polos conquistadores romanos no s. II dC.
No seu momento foi lingua culta fóra dos reinos de Galicia e Portugal nos reinos veciños de León e Castela. Escribiu en galego, por exemplo, o rei Afonso X o Sabio, as "Cantigas de Santa María". A súa importancia foi tal que se considera a segunda literatura durante a Idade Media, só despois do Occitano.Recentemente foi achado o documento máis antigo escrito en galego no territorio actual galego que se conserva, o cal data do ano 1228, trátase do Foro do burgo de Castro Caldelas outorgado por Afonso IX en abril do dito ano ao concello de Allariz (Ourense).
O galego-portugués tivo case 700 anos de existencia oficial e plena, pero as derrotas que a nobreza galega sufriu ao tomar partido polos bandos perdedores nas guerras de poder de finais do s. XIV e primeiros do s. XV provoca a asimilación da nobreza galega e a dominación castelá, o que leva consigo unha opresión e unha desaparición pública, oficial, literaria e relixiosa da lingua galega ata finais do s. XIX. Son os chamados Séculos Escuros. O portugués, pola súa banda, gozou durante este período dunha protección e desenvolvemento libre grazas a que Portugal foi o único territorio peninsular que permaneceu alleo ao dominio lingüístico do castelán.
Na actualidade o galego fálano case tres millóns de persoas; é a lingua minorizada con maior comprensión e uso porcentual dentro do Estado Español. É idioma oficial na Nacionalidade Histórica de Galicia (onde o castelán é co-oficial), e tamén se fala na Terra Eo-Navia (Asturias), no Baixo Bierzo (León), nas Portelas (Zamora) e na Serra de Xálima (Cáceres). Así mesmo é a lingua da importante comunidade galega no exterior, espallada por todo o mundo.
Desde o punto de vista reintegracionista, Galicia fala unha lingua que ten 210 millóns de falantes no mundo, coñecida como portugués. Aínda, no chamado galego do continente europeo, deberiamos incluír as falas do norte de Portugal, que conforman un conxunto relativamente unitario de falares no cadro da actual euro-rexión Galicia-Norte de Portugal.
Cada 17 de maio celébrase o "Día das Letras Galegas" dedicado a un escritor nesta lingua (elixido pola Real Academia Galega). O día escollido utilízano os organismos oficiais para potenciaren o uso e o coñecemento da lingua galega.
diumenge, 24 de juny del 2012
O que teño per diante: papeis e cousas que falan de tot (2012)
A carón do meu ordenador, un milleiro de papeis e cousas que falan de todo o que teño por diante. O ciclo de literatura galega do Tortoni que, este ano, vai de Ferrín. O disco de Graciela Pereira que ten moi boa pinta. A lista dos libros que o neno maior vai usar este ano no colexio. Detrás, a lista dos teléfonos aos que teño que chamar para facer varias entrevistas.
As nubes brancas no ceo verde é un tríptico dun faro precioso de Marie-Anne Foucart que, algunha vez, quen sabe cando, vai ser un cadriño fermoso. A palabra serviettes me lembra os deberiños que teño sen facer para a clase de francés dos xoves. E, ainda que non se ven, teño as instruccións para escribir no milagre ese que é Praza e cousiñas que facer para a AIEG. Darei feito? Tecido por torredebabel en 10:43 2 nós no fío
Antes de ter fillos, non me preguntaba moito polos nomes das persoas. Tiña unha historia familiar sobre a maneira na que cada quen rematou sendo José, Grisel ou Marilín e gustábame pensar que, máis ou menos, a cousa sería así en todas as familias.
O caso é que, cando tiven que escoller eu un nome -daquela para o meu primeiro fillo- din en cavilar sobre os motivos, as pulsións que operan neses momentos. E apunto o de motivos e o de pulsións porque, se cadra, nin todo é tan conciente, nin tan irreflexivo como semella.
Coñezo xente que escolle o nome de moda, o de algún persoeiro ou celebridade e mesmo o das personaxes das teleseries. Aquí na Arxentina, na década dos ´90 pasaron unha telenovela protagonizada por un neno que era criado polos indios: Catriel. O éxito da historia e a novidade do horario no que a daban (ás 21) fixo que o que daquela era un nome descoñecido de todo pasase a ser levado por centos e centos de nenos.
Dende entón, a xente semella que descubriu os nomes vencellados aos poboadores orixinarios do país e hai unha chea de Ailén, Eilén, Tayel, Sami, Newén, Kalén, ou Wayra. O casó é que adoitan ser Ailén Fernández, Tayel Goldstein ou Newén Abbruzzesi.
Outro tanto pasa cos filmes de Hollywood: cheíño está dos Kevin, Brian ou Jennifer que, de novo, son Brian Rodríguez, Kevin Steinschneider ou Jennifer Levecchi.
As mesturas, en si mesmas, no teñen nada de malo. Digo eu. Mesmo falan da escencia deste país: o coñecido crisol de razas. O malo, dende o meu punto de vista, é levar un nome que non é quen de decir algo de nós e da nosa historia.
Nisto, dende logo, hai cores para todos os gustos. E por iso, precisamente, chegado o momento de nomear aos nosos fillos, o meu home e mais eu buscamos que fosen o mesmo eles, a súa historia, a súa orixe e o seu nome.
Os motivos polos que Santiago é Santiago xa os contei aquí. E Manuel, que naceu hai sete meses, é Manuel Gonzalo porque Manuel é Belgrano, tamén o fillo de Osvaldo Soriano (que o é por Belgrano) e Manuel tamén é Rivas. Mesmo Manolo Escobar! E todos estes Manolos falan de nós.
Pola súa banda, Gonzalo é o nome do meu pai e, deste xeito, cada un deles é unha mensaxe cara ao futuro do que os seus avós sementaron neste país que, sen ser o de eles, lles deu moito do que eles son. Para que non os esquezan. E para que sempre saiban de onde é que eles veñen.
As nubes brancas no ceo verde é un tríptico dun faro precioso de Marie-Anne Foucart que, algunha vez, quen sabe cando, vai ser un cadriño fermoso. A palabra serviettes me lembra os deberiños que teño sen facer para a clase de francés dos xoves. E, ainda que non se ven, teño as instruccións para escribir no milagre ese que é Praza e cousiñas que facer para a AIEG. Darei feito? Tecido por torredebabel en 10:43 2 nós no fío
Antes de ter fillos, non me preguntaba moito polos nomes das persoas. Tiña unha historia familiar sobre a maneira na que cada quen rematou sendo José, Grisel ou Marilín e gustábame pensar que, máis ou menos, a cousa sería así en todas as familias.
O caso é que, cando tiven que escoller eu un nome -daquela para o meu primeiro fillo- din en cavilar sobre os motivos, as pulsións que operan neses momentos. E apunto o de motivos e o de pulsións porque, se cadra, nin todo é tan conciente, nin tan irreflexivo como semella.
Coñezo xente que escolle o nome de moda, o de algún persoeiro ou celebridade e mesmo o das personaxes das teleseries. Aquí na Arxentina, na década dos ´90 pasaron unha telenovela protagonizada por un neno que era criado polos indios: Catriel. O éxito da historia e a novidade do horario no que a daban (ás 21) fixo que o que daquela era un nome descoñecido de todo pasase a ser levado por centos e centos de nenos.
Dende entón, a xente semella que descubriu os nomes vencellados aos poboadores orixinarios do país e hai unha chea de Ailén, Eilén, Tayel, Sami, Newén, Kalén, ou Wayra. O casó é que adoitan ser Ailén Fernández, Tayel Goldstein ou Newén Abbruzzesi.
Outro tanto pasa cos filmes de Hollywood: cheíño está dos Kevin, Brian ou Jennifer que, de novo, son Brian Rodríguez, Kevin Steinschneider ou Jennifer Levecchi.
As mesturas, en si mesmas, no teñen nada de malo. Digo eu. Mesmo falan da escencia deste país: o coñecido crisol de razas. O malo, dende o meu punto de vista, é levar un nome que non é quen de decir algo de nós e da nosa historia.
Nisto, dende logo, hai cores para todos os gustos. E por iso, precisamente, chegado o momento de nomear aos nosos fillos, o meu home e mais eu buscamos que fosen o mesmo eles, a súa historia, a súa orixe e o seu nome.
Os motivos polos que Santiago é Santiago xa os contei aquí. E Manuel, que naceu hai sete meses, é Manuel Gonzalo porque Manuel é Belgrano, tamén o fillo de Osvaldo Soriano (que o é por Belgrano) e Manuel tamén é Rivas. Mesmo Manolo Escobar! E todos estes Manolos falan de nós.
Pola súa banda, Gonzalo é o nome do meu pai e, deste xeito, cada un deles é unha mensaxe cara ao futuro do que os seus avós sementaron neste país que, sen ser o de eles, lles deu moito do que eles son. Para que non os esquezan. E para que sempre saiban de onde é que eles veñen.
dissabte, 23 de juny del 2012
Recortes Socials Xunta Galicia (2012)
-Que facer co rito-
O primeiro 17 de maio non laborábel adicóuselle, en 1991, a Álvaro Cunqueiro. Aquela decisión do Goberno Fraga non tivo resposta expresiva na Academia —presidía García-Sabell—, pero nin editores nin libreiros se contentaron. “É matar o Día das Letras”, falou daquela, como dono de libraría, Jesús Couceiro. A cantarela repítese cada ano desde entón, o mesmo —pero menos, quizais por ser idea antisepulcral— cá idoneidade de ter que consagralo a un autor que leve dez anos morto.
Sobre a operatividade das Letras como mecanismo de promoción cultural, fala o presidente dos editores galegos, Manuel Bragado. Non se estende moito sobre o tema, no mantra “da que está caendo”. “O máis importante agora é a visibilidade da produción editorial e a mobilización social que se poida conseguir en defensa da cultura e da lingua”. No concreto, os editores están cos libreiros: “O 17 de maio tiña que ser o Día do Libro Galego, cómpre un acordo nacional ao respecto”.
Dío tamén Bragado pola multiplicación das xornadas con asuntos culturais máis ou menos análogos. Desde o Día de Rosalía (24 de febreiro, proposto este ano pola Asociación de Escritores en Lingua Galega co gallo dos 175 anos do nacemento da matriarca) ao Día do Libro (23 de abril) ou o Día das Librarías, derradeiro venres de novembro. Un proscenio coma este 50º aniversario das Letras parécelle ben acaído para adoptar unha decisión ao respecto “de forma corresponsábel” e creando “os maiores espazos de acordo e de consenso”.
No máis concreto deste 2012 de Paz Andrade, a unión dos gremios do libro outórgana, ademais da manifestación e dos actos institucionais, os cartaces. O obxectivo, unha tirada conmemorativa de 50 carteis que pendurar nos espazos da cultura, un por cada homenaxeado no Día das Letras. “É a primeira vez que nos chaman”, afirma o editor.
“Non desmerecería o respecto e a posta en valor do 17 de maio que volvese ser día lectivo”, insiste con máis decisión Cesáreo Sánchez Iglesias desde a AELG. Para o presidente dos escritores asociados, “o importante é que involucre ao máximo de cidadáns posíbel, e para iso é determinante a participación escolar”. Mirando dentro e fóra, sen fixar a vista no Sant Jordi —o 23 de abril é a festa do libro en Cataluña e trabállase igual—, lembra a corte cívica que organizaron as asociacións de veciños da Cidade Vella no ano de Manuel Lugrís Freire (2006). Na idea de non restrinxilo “á cerimonia institucional”.
Máis preciso na encomenda, Xurxo Patiño, da libraría viguesa Librouro, recunca no que considera “real”. De cando os libros inzaban as casetas da Praza da Princesa o 17 de maio. “Era un día con repercusión nas librarías e no ensino e todo iso desapareceu; agora conseguimos unha ponte”. Para o responsábel da Federación de Libreiros de Galicia, deste xeito ao final “estamos coa liturxia, cadaquén no acto que lle toque”. Librouro aínda abría as portas ata hai catro anos, mais non compensa. “É un día de compromiso intelectual e fracaso mercantil”. A nivel de vendas, a rebaixa do 10% que os libreiros aplican como poden —polo xeral ao día seguinte—non renda. En porcentaxes de venda, só o 20% é libro comercializado en galego.
As alternativas, para a RAG, serán “as que queira o pobo”, pero a festividade non está en xogo. Tampouco a norma capitular de levar morto unha década. “Non era sen tempo que houbese unha festa cívica da xente, do pobo e da nación galegas... Os que nacemos despois da guerra levamos toda a vida cos festivos relixiosos e os do franquismo”. Para o secretario da RAG, Xosé Luís Axeitos, os negocios “fanse todos os días”. “Esta é unha festa de todo o ano cun acto central o 17, se a xente quere cambiala que expoña as súas propostas concretas. Eu non as coñezo”.
Entre a desmobilización do festivo e a reificación da lingua inducida polas últimas decisións políticas, fala o escritor carballés Xurxo Borrazás: “O que máis me fode é que poñan a un escritor que non pode replicar como escusa para se lexitimaren e para quitarlle ferro ao desastre dunha lingua, e unha literatura, que eles celebran morta porque xa non a conciben viva”.
Nun contexto presente “de ataque sistemático e rabioso á lingua na que escribiron todos os honrados nas Letras”, considera, “a participación das institucións culturais é coma un xantar de acción de grazas compartido entre os presos de Auschwitz e os seus verdugos nazis, salvando as distancias”. “Canto dano máis temos que ver antes de chamar o embaixador a consultas?
O primeiro 17 de maio non laborábel adicóuselle, en 1991, a Álvaro Cunqueiro. Aquela decisión do Goberno Fraga non tivo resposta expresiva na Academia —presidía García-Sabell—, pero nin editores nin libreiros se contentaron. “É matar o Día das Letras”, falou daquela, como dono de libraría, Jesús Couceiro. A cantarela repítese cada ano desde entón, o mesmo —pero menos, quizais por ser idea antisepulcral— cá idoneidade de ter que consagralo a un autor que leve dez anos morto.
Sobre a operatividade das Letras como mecanismo de promoción cultural, fala o presidente dos editores galegos, Manuel Bragado. Non se estende moito sobre o tema, no mantra “da que está caendo”. “O máis importante agora é a visibilidade da produción editorial e a mobilización social que se poida conseguir en defensa da cultura e da lingua”. No concreto, os editores están cos libreiros: “O 17 de maio tiña que ser o Día do Libro Galego, cómpre un acordo nacional ao respecto”.
Dío tamén Bragado pola multiplicación das xornadas con asuntos culturais máis ou menos análogos. Desde o Día de Rosalía (24 de febreiro, proposto este ano pola Asociación de Escritores en Lingua Galega co gallo dos 175 anos do nacemento da matriarca) ao Día do Libro (23 de abril) ou o Día das Librarías, derradeiro venres de novembro. Un proscenio coma este 50º aniversario das Letras parécelle ben acaído para adoptar unha decisión ao respecto “de forma corresponsábel” e creando “os maiores espazos de acordo e de consenso”.
No máis concreto deste 2012 de Paz Andrade, a unión dos gremios do libro outórgana, ademais da manifestación e dos actos institucionais, os cartaces. O obxectivo, unha tirada conmemorativa de 50 carteis que pendurar nos espazos da cultura, un por cada homenaxeado no Día das Letras. “É a primeira vez que nos chaman”, afirma o editor.
“Non desmerecería o respecto e a posta en valor do 17 de maio que volvese ser día lectivo”, insiste con máis decisión Cesáreo Sánchez Iglesias desde a AELG. Para o presidente dos escritores asociados, “o importante é que involucre ao máximo de cidadáns posíbel, e para iso é determinante a participación escolar”. Mirando dentro e fóra, sen fixar a vista no Sant Jordi —o 23 de abril é a festa do libro en Cataluña e trabállase igual—, lembra a corte cívica que organizaron as asociacións de veciños da Cidade Vella no ano de Manuel Lugrís Freire (2006). Na idea de non restrinxilo “á cerimonia institucional”.
Máis preciso na encomenda, Xurxo Patiño, da libraría viguesa Librouro, recunca no que considera “real”. De cando os libros inzaban as casetas da Praza da Princesa o 17 de maio. “Era un día con repercusión nas librarías e no ensino e todo iso desapareceu; agora conseguimos unha ponte”. Para o responsábel da Federación de Libreiros de Galicia, deste xeito ao final “estamos coa liturxia, cadaquén no acto que lle toque”. Librouro aínda abría as portas ata hai catro anos, mais non compensa. “É un día de compromiso intelectual e fracaso mercantil”. A nivel de vendas, a rebaixa do 10% que os libreiros aplican como poden —polo xeral ao día seguinte—non renda. En porcentaxes de venda, só o 20% é libro comercializado en galego.
As alternativas, para a RAG, serán “as que queira o pobo”, pero a festividade non está en xogo. Tampouco a norma capitular de levar morto unha década. “Non era sen tempo que houbese unha festa cívica da xente, do pobo e da nación galegas... Os que nacemos despois da guerra levamos toda a vida cos festivos relixiosos e os do franquismo”. Para o secretario da RAG, Xosé Luís Axeitos, os negocios “fanse todos os días”. “Esta é unha festa de todo o ano cun acto central o 17, se a xente quere cambiala que expoña as súas propostas concretas. Eu non as coñezo”.
Entre a desmobilización do festivo e a reificación da lingua inducida polas últimas decisións políticas, fala o escritor carballés Xurxo Borrazás: “O que máis me fode é que poñan a un escritor que non pode replicar como escusa para se lexitimaren e para quitarlle ferro ao desastre dunha lingua, e unha literatura, que eles celebran morta porque xa non a conciben viva”.
Nun contexto presente “de ataque sistemático e rabioso á lingua na que escribiron todos os honrados nas Letras”, considera, “a participación das institucións culturais é coma un xantar de acción de grazas compartido entre os presos de Auschwitz e os seus verdugos nazis, salvando as distancias”. “Canto dano máis temos que ver antes de chamar o embaixador a consultas?
divendres, 22 de juny del 2012
Dinamización Lingüística dóna Lingua Galega
A Consellería d'Educació i Ordenació Universitària, a través dóna Secretaria Xeral de Política Lingüística, é conscient dóna necesidade de promoure a coordinació en matèria de dinamización lingüística entre as diferents entitats, i per iso està desenvolvendo mesures per a augmentar a efectividade dónes actuacións dinamizadoras des d'o àmbit local.
Amb aquest obxectivo, a Secretaria Xeral de Política Lingüística posa en marxa a Rede de Dinamización Lingüística (d'aquí en diante, a Rede), que pretén congregar as institucións amb competència na promoció do uso do galego no àmbit local.
A Lei 5/1997, do 22 de xullo, d'Administració local de Galícia, no artigo 7, nombres 1 i 3, disposa, respectivament, que «o galego, com lingua pròpia de Galícia, é tamén a dóna súa Administració local. As convocatòries de sesións, ordes do dia, mocións, vots particulars, propostas d'acordo, ditames dónes comisións informatives, actes, notificacións, recursos, escriptures públiques, compareixences xudiciais i tots us actes de caràcter públic ou administratiu que es realitzin per escrit en nome dónes corporacións locais redactaranse en lingua galega». I estableix tamén que «a Xunta de Galícia impulsarà o procés d'incorporació dóna lingua galega na Administració local, especialment a través de programes de formació de funcionaris dónes entitats locais en lingua galega».
Així mesmo, a Lei 3/1983, do 15 de xuño, de normalització lingüística sinala no seu artigo 22 que o Goberno galego assumirà a adreça tècnica i o seguimento do processo de normalització dóna lingua galega; assessorarà a Administració i us particulars i coordinarà us servizos encamiñados a aconseguir us obxectivos dóna dita lei.
No artigo 25 do esmentat text legal, establécese que o Goberno galego i as corporacións locais, dintre do seu àmbit, fomentaran a normalització do uso do galego no desenvolvemento de diferents activitats.
O Pla xeral de normalització dóna lingua galega, aprovat en setembro de 2010 no Parlament de Galícia
dimecres, 20 de juny del 2012
Viva Galiza e Viva a Lingua Galega
-Viva Galiza e viva a lingua galega!-
"A forza do noso amor non pode ser inútil. Viva Galiza e viva a lingua galega!". Amb este desig ha conclòs el president de la Mesa pola Normalización Lingüística la manifestació en defensa del gallec celebrada hui a Compostela, històrica tant pel nombre de participants (uns cent mil, segons els organitzadors) com per la seua pluralitat ideològica, amb representants de tots els partits i sindicats (excepte PP i UPyD), tots amb dues reivindicacions comunes: exigir "el dret a viure en gallec" i protestar per la política lingüística de la Xunta del PP.
La manifestació ha partit passades les 12:15h des d'A Alameda i a les 13:30h encara hi havia gent que no havia pogut començar a caminar. La actriu Isabel Risco, que es va encarregar de mantindre l'ànim festiu a la Praza da Quintana, va ironitzar amb la possibilitat "d'anar tirant parets" per a acollir tothom.
De fet, en saber-se que la marxa no acabava de poder eixir des d'A Alameda, els assistents que ja anaven aplegant a Quintana van començar a cridar "Obradoiro, Obradoiro", per ser esta plaça més gran i amb major capacitat.
El vicepresident de la Mesa, Fran Rei, va explicar que "qüestions tècniques" i "simbòliques" van impedir que així fóra, alhora que demanava "disculpes" per vore sobrepassades totes les previsions. "Una vegada més els gallecs i les gallegues demostren que quan ens toquen una cosa tan bàsica com la llengua, la nostra essència, responem", i va advertir que "mentre estiguem ací donant esta lliçò de civisme no hi haurà cap govern, vinga qui vinga, que ens puga fer callar".
"A forza do noso amor non pode ser inútil. Viva Galiza e viva a lingua galega!". Amb este desig ha conclòs el president de la Mesa pola Normalización Lingüística la manifestació en defensa del gallec celebrada hui a Compostela, històrica tant pel nombre de participants (uns cent mil, segons els organitzadors) com per la seua pluralitat ideològica, amb representants de tots els partits i sindicats (excepte PP i UPyD), tots amb dues reivindicacions comunes: exigir "el dret a viure en gallec" i protestar per la política lingüística de la Xunta del PP.
La manifestació ha partit passades les 12:15h des d'A Alameda i a les 13:30h encara hi havia gent que no havia pogut començar a caminar. La actriu Isabel Risco, que es va encarregar de mantindre l'ànim festiu a la Praza da Quintana, va ironitzar amb la possibilitat "d'anar tirant parets" per a acollir tothom.
De fet, en saber-se que la marxa no acabava de poder eixir des d'A Alameda, els assistents que ja anaven aplegant a Quintana van començar a cridar "Obradoiro, Obradoiro", per ser esta plaça més gran i amb major capacitat.
El vicepresident de la Mesa, Fran Rei, va explicar que "qüestions tècniques" i "simbòliques" van impedir que així fóra, alhora que demanava "disculpes" per vore sobrepassades totes les previsions. "Una vegada més els gallecs i les gallegues demostren que quan ens toquen una cosa tan bàsica com la llengua, la nostra essència, responem", i va advertir que "mentre estiguem ací donant esta lliçò de civisme no hi haurà cap govern, vinga qui vinga, que ens puga fer callar".
dissabte, 16 de juny del 2012
I Congrès Internacional a Lingua Galega e Actualidade
Organizado por el Instituto da Lingua Galega, bajo la responsabilidad de Rosario Álvarez
Blanco, Francisco Fernández Rei y Antón Santamarina, tuvo lugar en Santiago de
Compostela el 1 Congreso Internacional sobre la Lengua Gallega. Un total de diez
conferencias plenarias y numerosas comunicaciones a cargo de destacados investigadores
de diversas Universidades y Centros de Investigación, en las que se abordó, desde múltiples enfoques (historia, gramática, sociolingüística, etc.) el devenir histórico de esta
lengua, su situación actual y las previsiones de futuro.
La Real Biblioteca, que alberga el importante fondo documental procedente de la Biblioteca
del Conde de Gondomar, estuvo presente con una comunicación leída por J.L.Rodríguez, en
la que se dio noticia de la "Canción galega en loor de don Diego das Mariñas
Parragués, de la que se conservan dos copias en un cancionero de los Siglosde Oro. Esta
noticia sirvió de base a la cuestión de la decadencia de la lengua gallega en su modalidad
escrita. Por su parte, también en el marco del gallego medio, el profesor Mariño Paz realizó
una importante contribución a la bibliografía del padre Martín Sarmiento.
La conferencia de clausura estuvo a cargo del director del ILGA, el profesor Antón
Santamarina, que versó sobre los 25 años de este importante centro de investigación. En
ella se señalaron los logros conseguidos y los proyectos en curso. El mencionado profesor
destacó que el camino recorrido hasta el momento ha permitido cubrir las lagunas que el
profesor Dámaso Alonso había advertido en sus estudios relativos a esta lengua.
Blanco, Francisco Fernández Rei y Antón Santamarina, tuvo lugar en Santiago de
Compostela el 1 Congreso Internacional sobre la Lengua Gallega. Un total de diez
conferencias plenarias y numerosas comunicaciones a cargo de destacados investigadores
de diversas Universidades y Centros de Investigación, en las que se abordó, desde múltiples enfoques (historia, gramática, sociolingüística, etc.) el devenir histórico de esta
lengua, su situación actual y las previsiones de futuro.
La Real Biblioteca, que alberga el importante fondo documental procedente de la Biblioteca
del Conde de Gondomar, estuvo presente con una comunicación leída por J.L.Rodríguez, en
la que se dio noticia de la "Canción galega en loor de don Diego das Mariñas
Parragués, de la que se conservan dos copias en un cancionero de los Siglosde Oro. Esta
noticia sirvió de base a la cuestión de la decadencia de la lengua gallega en su modalidad
escrita. Por su parte, también en el marco del gallego medio, el profesor Mariño Paz realizó
una importante contribución a la bibliografía del padre Martín Sarmiento.
La conferencia de clausura estuvo a cargo del director del ILGA, el profesor Antón
Santamarina, que versó sobre los 25 años de este importante centro de investigación. En
ella se señalaron los logros conseguidos y los proyectos en curso. El mencionado profesor
destacó que el camino recorrido hasta el momento ha permitido cubrir las lagunas que el
profesor Dámaso Alonso había advertido en sus estudios relativos a esta lengua.
divendres, 15 de juny del 2012
Se un restaurador non ten no seu menù o arroz...
Como todos sabemos, está moi de moda ir a un restaurante e pedir arroz con bogavante. Se un restaurador non ten no seu menú o arroz con bogavante parece como que non está ao día dos gustos culinarios maioritarios e resulta algo parecido a non ter caldo galego ou polbo ou ameixas neste curruncho do noroeste peninsular.
Hai aproximadamente unha década que algúns dos nosos clientes (unha minoría aplastante) nos demandan este plato, aínda que ben é verdade que son clientes que non comen habitualmente no noso establecemento e que se lle cadra, se achegan algunha vez por aquí, de pascuas en ramos.
Non sabemos cal é a orixe exacta deste novo plato que pouco a pouco está pasando a formar parte da tradición culinaria, se cadra española. É moi probable que algún restaurador coñecido decidise incluílo no seu menú e así se foi expandindo por moitos establecementos e casas particulares de España.
Nós, como non podía ser doutra maneira puxémonos mans á obra e comezamos a indagar sobre a necesidade de satisfacer ese tipo de gustos que, como unha marea viva, se apodera dos padais da poboación sen saber a razón. Así o fixemos, pero sen chegar a incluílo no noso menú habitual, só elaborandoo cando algún cliente teima na súa degustación.
Os amantes da combinación de arroz e bogavante consideran que se trata de algo magnífico pois todo o sabor do caldo do crustáceo se impregna no arroz quedando un resultado realmente esquisito.
Por estas terras (Ortegal) non somos grandes sabedores das maneiras de preparar os arroces, do que tanto saben no mediterráneo e concretamente na Comunidade Valenciana. Non sei se por alí renegaron das súas formas tradicionais de cociñalos (creo que non), e se pasaron ao arroz con bogavante, pero sí sei que temos bastantes clientes de Alicante e Valencia que ano tras ano nos dan a súa versión sobre maneira que eles teñen de elaboralo.
Todos coinciden en que o arroz debe ser pobre, enriquecido unicamente coa base dun bo caldo de carne ou de peixe, tamén con verduras que traspasan todo o seu sabor ao cereal. Para adornar, máis ben, engádenlle, por exemplo, algúns pedazos de lura, de mexillón, de gamba ou de langostino, pero como un pequeno tropezón no medio dunha marea de arroz. Tamén todos eles coinciden en sinalar que o comedor de arroz quere comer arroz, feito nunha “paellera”, que quede finiño e solto.
Consideramos que o arroz con bogavante quítalle protagonismo ao arroz e traspásallo ao bogavante e desta maneira tan lóxica tamén o bogavante perde o seu protagonismo.
Na nosa casa, gústanos comer o bogavante fervido ou a plancha, que non estea tostado por dentro. Probaron algunha vez a carne do bogavante (sexa cola ou cabeza), da nosa terra preferentemente, non queimado, que conserve o ton vermello dos seu interior, acompañado con unha vinagreta feita a base de aceite de oliva e vinagre?. Pois esta é a nosa recomendación e, na verdade, os nosos clientes, xeralmente decántanse por comelo só, como nós lles indicamos.
Non obstante os gustos de cada quen son algo moi persoal e o arroz con bogavante estase a impoñer cada vez máis como plato imprescindible nas cartas dos restaurantes pois así o demanda o cliente. Aínda que os arroces non constitúan un prato que goce de moita tradición en Galicia todos sabemos que a tradición non é o pasado, senón que está en constante proceso de desenvolvemento e creación.
dijous, 14 de juny del 2012
Valentin Paz-Andrade,part da Xeración poètica-1925
Valentín Paz-Andrade nace o 23 de abril de 1898 en Lérez (Pontevedra) e morre en Vigo, o 19 de maio de 1989. Home de profundas conviccións galeguistas espallou o seu pensamento nos ámbitos da avogacía, da empresa, do xornalismo, da política e da literatura.
Licenciouse en Dereito en Santiago de Compostela en 1921. Da man do seu tío, o poeta Xoán Bautista Andrade, coñece a Castelao e participa no 1919 na II Asemblea Nacionalista. Posteriormente, foi secretario do Partido Galeguista, candidato ás Cortes Constituíntes de 1931 e colaborador na redacción do Estatuto de Autonomía. Xa nos anos setenta, podemos velo vinculado a diversas organizacións como a Xunta Democrática. En 1977 foi elixido senador por Pontevedra pola Candidatura Democrática Gallega nas Cortes Constituíntes.
Dentro da literatura iníciase no eido da narrativa cunha obra que non chegou a publicar datada de 1921, Soldado da morte. Formou parte da Xeración poética de 1925 e deixounos títulos como Pranto Matricial (1954), Sementeira do Vento (1968) ou Cen chaves de Sombra (1979). Tamén escribiu ensaio literario, histórico e económico, así como obras relacionadas co mundo empresarial pesqueiro: Principios de economía pesquera (1954), Galicia como tarea (1959) ou La marginación de Galicia (1970), son algúns exemplos.
O xornalismo formou parte dende moi cedo das súas inquedanzas. Colaborou en diferentes revistas literarias como O Ensino, Grial e Outeiro. Dirixiu, entre 1922 e 1926, o xornal Galicia e tamén publicou artigos de carácter político e económico en El País, La Vanguardia ou Industrias Conserveras.
Traballador incansable, sempre tivo como norte o desenvolvemento económico de Galicia e formou parte de diferentes iniciativas emprendedoras. Cómpre destacar o seu labor como promotor e vicepresidente do grupo industrial Pescanova, así como o seu destacado papel como técnico da FAO.
Valentín Paz-Andrade, o poeta, o ensaísta, o político, o empresario é un exemplo de home polifacético que fixo da súa vida unha entrega á tarefa que el sempre considerou primordial: a modernización e o desenvolvemento de Galicia.
Licenciouse en Dereito en Santiago de Compostela en 1921. Da man do seu tío, o poeta Xoán Bautista Andrade, coñece a Castelao e participa no 1919 na II Asemblea Nacionalista. Posteriormente, foi secretario do Partido Galeguista, candidato ás Cortes Constituíntes de 1931 e colaborador na redacción do Estatuto de Autonomía. Xa nos anos setenta, podemos velo vinculado a diversas organizacións como a Xunta Democrática. En 1977 foi elixido senador por Pontevedra pola Candidatura Democrática Gallega nas Cortes Constituíntes.
Dentro da literatura iníciase no eido da narrativa cunha obra que non chegou a publicar datada de 1921, Soldado da morte. Formou parte da Xeración poética de 1925 e deixounos títulos como Pranto Matricial (1954), Sementeira do Vento (1968) ou Cen chaves de Sombra (1979). Tamén escribiu ensaio literario, histórico e económico, así como obras relacionadas co mundo empresarial pesqueiro: Principios de economía pesquera (1954), Galicia como tarea (1959) ou La marginación de Galicia (1970), son algúns exemplos.
O xornalismo formou parte dende moi cedo das súas inquedanzas. Colaborou en diferentes revistas literarias como O Ensino, Grial e Outeiro. Dirixiu, entre 1922 e 1926, o xornal Galicia e tamén publicou artigos de carácter político e económico en El País, La Vanguardia ou Industrias Conserveras.
Traballador incansable, sempre tivo como norte o desenvolvemento económico de Galicia e formou parte de diferentes iniciativas emprendedoras. Cómpre destacar o seu labor como promotor e vicepresidente do grupo industrial Pescanova, así como o seu destacado papel como técnico da FAO.
Valentín Paz-Andrade, o poeta, o ensaísta, o político, o empresario é un exemplo de home polifacético que fixo da súa vida unha entrega á tarefa que el sempre considerou primordial: a modernización e o desenvolvemento de Galicia.
dimarts, 12 de juny del 2012
O retorno de Ulises:o regreso de Cunqueiro
O retorno de Ulises:O regreso de Cunqueiro ás nosas letras é un verdadeiro retorno de Ulises á Ítaca do idioma natal, onde de aquí en diante desenvolverá boa parte da súa obra, anque sen abandonar a escrita en castelán que lle proporciona abundantes satisfaccións: sinaladamente con Las mocedades de Ulises (1960),
Un hombre que se parecía a Orestes (1969, polo que recibiu o premio Nadal) ou a deliciosamente cómica Vida y fugas de Fanto Fantini della Gherardesca (1972). Na nosa lingua, a súa andaina inclúe varias novelas (Merlín e familia i outras historias, As crónicas do Sochantre e Si o vello Sinbad volvese ás illas), libros de relatos (Escola de Menciñeiros, Xente de aquí e de acolá...) e imcluso a escrita de pezas dramáticas, como O incerto señor Don Hamlet Príncipe de Dinamarca (1958).
A súa grandísima aportación ás nosas letras rápidamente será recoñecida cunha ringleira de homenaxes. Asi, ingresa na Real Academia Galega en 1961; desde 1978, en que gaña unha bolsa vitalicia da Fundación Pedro Barrié de la Maza, e até a súa morte en 1981, sucedéronse as celebracións: Doutor Honoris Causa pola Universidade de Santiago de Compostela, Pedrón de Ouro do Patronato Rosalía de Castro, homenaxe pública en Vigo...
A superación do concepto tradicional dos xéneros, a intertextualidade e coherencia do seu universo literario, a recreación de figuras e mitos, o tratamento do elemento popular e a incorporación de técnicas propias da oralidade serán os trazos que identifiquen a produción do multifacetado escritor, nunha magna obra que conforma un corpus inzado de coñecementos etnográficos, plásticos, musicais, filolóxicos e literarios. O seu extraordinario testamento poético ficou recollido baixo o título de Herba aquí ou acolá (1980), discutíbelmente, o mellor libro de poesía escrito en galego dende o tempo daqueles trobadores que homenaxeara de mozo; e quizaves, o mellor de toda a historia das nosas letras ata o día de hoxe.
Falabamos dun retorno de Ulises (un dos moitos proxectados poemarios de Cunqueiro que nunca chegou a realizarse, e do que dous poemas sobrevivirían en Herba aquí ou acolá). Mais pola contra, na literatura galega resulta a día de hoxe imposíbel falar dun retorno a Cunqueiro, con gallo de aniversarios e homenaxes, e isto é así porque nunca marchou. Os seus textos teñen a centralidade do canon e a beleza intemporal do clásico, e prometer alumear en moitos novos amenceres futuras primaveras e engadidos a nosa língua que resiste, e seguirá resistindo, os ataques, as fendas e as covardías daqueles incapaces de valorar o propio e de aprezar as xoias ocultas en cada verba da língua de Rosalía.
Como derradeira mostra, uns versos de propio Álvaro Cunqueiro: Todo pende en que ún esteña morto /perguntando póla herba que nasce derriba/coma por un novo corpo máis levián/abaneado pólo vento/que trae e que leva a semente/Herba no monte ou nas rúas da cidade/aquí podían ser os pés dos vagabundos/que ún se soñara nús unha mañán de cedo/Cando vai de memoria á herba/por onde terreas pensativas azas/ caladamente te recomendan.
Froilan Franco,àlies El Mestre.Sitges
Un hombre que se parecía a Orestes (1969, polo que recibiu o premio Nadal) ou a deliciosamente cómica Vida y fugas de Fanto Fantini della Gherardesca (1972). Na nosa lingua, a súa andaina inclúe varias novelas (Merlín e familia i outras historias, As crónicas do Sochantre e Si o vello Sinbad volvese ás illas), libros de relatos (Escola de Menciñeiros, Xente de aquí e de acolá...) e imcluso a escrita de pezas dramáticas, como O incerto señor Don Hamlet Príncipe de Dinamarca (1958).
A súa grandísima aportación ás nosas letras rápidamente será recoñecida cunha ringleira de homenaxes. Asi, ingresa na Real Academia Galega en 1961; desde 1978, en que gaña unha bolsa vitalicia da Fundación Pedro Barrié de la Maza, e até a súa morte en 1981, sucedéronse as celebracións: Doutor Honoris Causa pola Universidade de Santiago de Compostela, Pedrón de Ouro do Patronato Rosalía de Castro, homenaxe pública en Vigo...
A superación do concepto tradicional dos xéneros, a intertextualidade e coherencia do seu universo literario, a recreación de figuras e mitos, o tratamento do elemento popular e a incorporación de técnicas propias da oralidade serán os trazos que identifiquen a produción do multifacetado escritor, nunha magna obra que conforma un corpus inzado de coñecementos etnográficos, plásticos, musicais, filolóxicos e literarios. O seu extraordinario testamento poético ficou recollido baixo o título de Herba aquí ou acolá (1980), discutíbelmente, o mellor libro de poesía escrito en galego dende o tempo daqueles trobadores que homenaxeara de mozo; e quizaves, o mellor de toda a historia das nosas letras ata o día de hoxe.
Falabamos dun retorno de Ulises (un dos moitos proxectados poemarios de Cunqueiro que nunca chegou a realizarse, e do que dous poemas sobrevivirían en Herba aquí ou acolá). Mais pola contra, na literatura galega resulta a día de hoxe imposíbel falar dun retorno a Cunqueiro, con gallo de aniversarios e homenaxes, e isto é así porque nunca marchou. Os seus textos teñen a centralidade do canon e a beleza intemporal do clásico, e prometer alumear en moitos novos amenceres futuras primaveras e engadidos a nosa língua que resiste, e seguirá resistindo, os ataques, as fendas e as covardías daqueles incapaces de valorar o propio e de aprezar as xoias ocultas en cada verba da língua de Rosalía.
Como derradeira mostra, uns versos de propio Álvaro Cunqueiro: Todo pende en que ún esteña morto /perguntando póla herba que nasce derriba/coma por un novo corpo máis levián/abaneado pólo vento/que trae e que leva a semente/Herba no monte ou nas rúas da cidade/aquí podían ser os pés dos vagabundos/que ún se soñara nús unha mañán de cedo/Cando vai de memoria á herba/por onde terreas pensativas azas/ caladamente te recomendan.
Froilan Franco,àlies El Mestre.Sitges
dilluns, 11 de juny del 2012
Exposición na Galeria Sargadelos (Ferrol)
"Viramundo" toma o seu nome dunha canción de Sergio Mendes e o que se presenta hoxe aquí, como ben dí a canción, é realmente “ o viramundo virado, cortado a faça e façao, os desatinos da vida…” xa que á concepción inicial da obra engadíuse o destiño que fai mudar e transformar as vidas e as cousas.
O proxecto nace no 2009 coa idea de mergullarme no máis fondo de mín e facer unha viaxe pola memoria ata acadar o cerne da creación, ese momento íntimo no que esta xurde, rastrexando nos seus orixes.
O pasado como preludio, parafraseando a Sakespeare, dos cambios experimentados nun camiño cheo de voltas e xiros sobre mí mesma, a muller que fun e que son, eu e o meu alter ego, de terra e de aire. De ahí a presencia femenina contínua, e eu, dándolle as costas ao pasado ou camiñando, con botas vermellas tralo paxaro de lume, eu como ave fenix, renacendo despois de cada morte. Paxaros que aparecen de contínuo nas obras, libres ou engaiolados, mensaxeiros e portadores de ideas, aínda que as veces coas paxareiras atándoos á terra. Hoxe, tras un pequeño accidente ocurrido onte, dalgunhas obras só quedan as tripas penduradas nas paredes, como sinal dun novo inicio e a porta para unha nova creación, outra vez, a ave fénix, renacendo da destrucción.
Por otra banda a creación está asociada á fertilidade, ao nacemento, identficada coas deusas lunares Ártemis e Ixchel (algunhas agora magoadas), tamén representadas en varias obras, así como coa presenza de Violeta, a miña filla nalgún cadro. Xa decía Stefan Zweig na conferencia "El misterio de la creación artística", pronunciada en Buenos Aires que "a creación artística é algo sobrenatural nunha esfera espiritual que se substrae a toda observación" e así eu trazo unha liña entre o xermolar dun novo ser e a maxia da creación artística.
Ademáis outras representacións da creación, como é a música (Libertango, Fauno, Fado, A pegada de Igor, ou o propio título tomado dunha peza musical), así como a poesía, ese diálogo aberto con Ramiro Torres como unha fonte de retroalimentación artística.
Viramundo foi crecendo dende a primera exhibición xa que é un proxecto vivo no que algunhas obras deixan de ser e outras cobran sentido. Esta nova edición péchase cun tempo de reflexión, un entreacto que da inicio a un novo pulso, o pulso da terra, que comeza a enlazar con outra serie, na que a figura femenina se eclipsa tras a natureza.
Tamén no 2010 xurdíu unha especie de diálogo entre dúas linguaxes, a poesía de Ramiro Torres e a miña pintura, plasmado no meu blogue, nun espazo titulado "poemas para un cadro" e ao que hai uns meses se uníu Dubi Bahamonde, quen compuxo unha peza musical, Triángulo, engadindo así un terceiro elemento creativo.
Acceder directamente ás Ensinanzas Artirticas (2012)
O artigo 69.5 da Lei orgánica 2/2006, do 3 de maio, de educación, dispón que os maiores
de dezanove anos de idade poderán acceder directamente ás ensinanzas artísticas superiores mediante a superación dunha proba específica, regulada e organizada polas administracións educativas, que acredite que o aspirante posúe a madureza en relación cos obxectivos do bacharelato e os coñecementos, habilidades e aptitudes necesarios para cursar con aproveitamento as correspondentes ensinanzas.
Para tal fin, as ordes do 30 de setembro de 2010 (DOG do 8 e 11 de outubro) polas que se establecen os plans de estudos das ensinanzas artísticas superiores en Música,Arte Dramática, Deseño, e Conservación e Restauración de Bens Culturais, dispoñen, no artigo 17, que os aspirantes que non estean en posesión do título de bacharelato ou equivalente,e teñan dezanove anos cumpridos no ano de realización das probas, deberán superar a proba establecida no citado artigo 69.5 da Lei orgánica 2/2006, do 3 de maio, de Educación, debendo acreditar o aspirante os seus coñecementos e a madureza en relación cos obxectivos propios do bacharelato.
En consecuencia, procede ditar instrucións para o acceso do alumnado que se atope en tales circunstancias, para o curso 2012-2013, ás ensinanzas artísticas superiores de Música, Arte Dramática, Deseño, e Conservación e Restauración de Bens Culturais. Xa que logo, en virtude das atribucións que lle son conferidas polo Decreto 45/2012, do 19 de xaneiro, polo que se establece a estrutura orgánica da Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria, esta dirección xeral.
de dezanove anos de idade poderán acceder directamente ás ensinanzas artísticas superiores mediante a superación dunha proba específica, regulada e organizada polas administracións educativas, que acredite que o aspirante posúe a madureza en relación cos obxectivos do bacharelato e os coñecementos, habilidades e aptitudes necesarios para cursar con aproveitamento as correspondentes ensinanzas.
Para tal fin, as ordes do 30 de setembro de 2010 (DOG do 8 e 11 de outubro) polas que se establecen os plans de estudos das ensinanzas artísticas superiores en Música,Arte Dramática, Deseño, e Conservación e Restauración de Bens Culturais, dispoñen, no artigo 17, que os aspirantes que non estean en posesión do título de bacharelato ou equivalente,e teñan dezanove anos cumpridos no ano de realización das probas, deberán superar a proba establecida no citado artigo 69.5 da Lei orgánica 2/2006, do 3 de maio, de Educación, debendo acreditar o aspirante os seus coñecementos e a madureza en relación cos obxectivos propios do bacharelato.
En consecuencia, procede ditar instrucións para o acceso do alumnado que se atope en tales circunstancias, para o curso 2012-2013, ás ensinanzas artísticas superiores de Música, Arte Dramática, Deseño, e Conservación e Restauración de Bens Culturais. Xa que logo, en virtude das atribucións que lle son conferidas polo Decreto 45/2012, do 19 de xaneiro, polo que se establece a estrutura orgánica da Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria, esta dirección xeral.
divendres, 8 de juny del 2012
Ramón Otero Pedrayo,nado en Ourens
Ramón Otero Pedrayo, nado en Ourense o 5 de marzo de 1888 e finado na mesma cidade o 10 de abril de 1976, foi un escritor, político e intelectual galego, membro da Xeración Nós. En 1988 dedicóuselle o Día das Letras Galegas.
Traxectoria Naceu nunha familia fidalga, fillo do médico e deputado Henrique Otero Sotelo, e de Eladia Pedrayo Ansoar. Estudou o bacharelato na súa cidade natal, e matricúlase en Filosofía e Letras pola Universidade de Santiago de Compostela, onde lle dá aulas Armando Cotarelo Valledor. Abandona os estudos e fai unha viaxe co seu tío polo mar do Norte.
En 1905 marcha a Madrid a estudar Dereito e retomar Filosofía e Letras. Tras licenciarse en 1911 regresa a Ourense. No ano 1918 ingresa nas Irmandades da Fala. En 1919 gañou a cátedra de Xeografía e Historia por oposición, sendo destinado a Santander, Burgos e en 1921 a Ourense.En 1920 foi un dos fundadores da revista Nós. Colaborou de forma activa co Seminario de Estudos Galegos.
En 1931 fundou o Partido Nazonalista Republicano, sendo elixido deputado nas Cortes da Segunda República Española. En decembro dese ano o partido unificouse xunto con outras frontes nacionalistas no Partido Galeguista. Neste este partido defendeu a aprobación do Estatuto de 1936, pero enfrontouse ás voces máis vinculadas á esquerda.
No verán de 1937, Durante a guerra civil española, foi deposto da súa cátedra e salvou a vida grazas ás boas relacións que mantiña coa cúpula da igrexa ourensá. Nos anos seguintes viviu no seu pazo de Trasalba, retirado da vida política.
En 1947 viaxa a Bos Aires convidado polo Centro Galego, reencontrándose con Castelao. En 1948, xa con 60 anos, é reposto na súa cátedra. En 1950 acada a cátedra de Xeografía na Universidade de Santiago. Nese mesmo ano foi dos fundadores da Editorial Galaxia, sendo presidente do consello de administración.
Hoxe a Fundación Otero Pedrayo e mais a Fundación Penzol gardan a biblioteca así como os documentos e escritos do ilustre galego e continúa o seu labor na casa-museo de Trasalba. Foi soterrado no Cemiterio de San Francisco (Ourense)
Traxectoria Naceu nunha familia fidalga, fillo do médico e deputado Henrique Otero Sotelo, e de Eladia Pedrayo Ansoar. Estudou o bacharelato na súa cidade natal, e matricúlase en Filosofía e Letras pola Universidade de Santiago de Compostela, onde lle dá aulas Armando Cotarelo Valledor. Abandona os estudos e fai unha viaxe co seu tío polo mar do Norte.
En 1905 marcha a Madrid a estudar Dereito e retomar Filosofía e Letras. Tras licenciarse en 1911 regresa a Ourense. No ano 1918 ingresa nas Irmandades da Fala. En 1919 gañou a cátedra de Xeografía e Historia por oposición, sendo destinado a Santander, Burgos e en 1921 a Ourense.En 1920 foi un dos fundadores da revista Nós. Colaborou de forma activa co Seminario de Estudos Galegos.
En 1931 fundou o Partido Nazonalista Republicano, sendo elixido deputado nas Cortes da Segunda República Española. En decembro dese ano o partido unificouse xunto con outras frontes nacionalistas no Partido Galeguista. Neste este partido defendeu a aprobación do Estatuto de 1936, pero enfrontouse ás voces máis vinculadas á esquerda.
No verán de 1937, Durante a guerra civil española, foi deposto da súa cátedra e salvou a vida grazas ás boas relacións que mantiña coa cúpula da igrexa ourensá. Nos anos seguintes viviu no seu pazo de Trasalba, retirado da vida política.
En 1947 viaxa a Bos Aires convidado polo Centro Galego, reencontrándose con Castelao. En 1948, xa con 60 anos, é reposto na súa cátedra. En 1950 acada a cátedra de Xeografía na Universidade de Santiago. Nese mesmo ano foi dos fundadores da Editorial Galaxia, sendo presidente do consello de administración.
Hoxe a Fundación Otero Pedrayo e mais a Fundación Penzol gardan a biblioteca así como os documentos e escritos do ilustre galego e continúa o seu labor na casa-museo de Trasalba. Foi soterrado no Cemiterio de San Francisco (Ourense)
dijous, 7 de juny del 2012
Como paga Galiza era crise...?
Os salarios e as pensións en Galiza son os máis baixos de todo o Estado e o país arrastra un gran déficit en infraestruturas e mais en obras públicas. A estes factores súmanselle desde hai meses a redución do salario dos funcionarios e funcionarias, a restrición do investimento público, o aumento do IVE ou a redución da prestación dos pensionistas. Estes son só algúns dos motivos polos que o sindicalismo, especialmente nacionalista, chama á folga o vindeiro 29 de setembro.
A situación en Galiza soporta unha gravidade maior que noutras autonomías, xa que desde que o PP accedeu á Xunta, en abril do 2009, o desemprego se incrementou un 23,3%. É dicir, desde que Alberte Núñez Feixóo é presidente, 37.900 persoas que tiñan traballo perderon o seu posto de emprego. E iso que no programa electoral, o agora presidente da Xunta comprometérase a rematar coa crise en 45 días.
Os populares, no canto de defender o país, aplican de xeito selectivo a tan preconizada austeridade, que non existe para gastar 3 millóns de euros para que o Papa visite Compostela oito horas ou para dilapidar 12 millóns de euros para trocar libros de texto en galego por material didáctico en castelán. Pola contra, o Goberno de Feixóo prefire non investir en economía produtiva e reducir a licitación pública (de 68 millóns de euros na lexislatura pasada a menos de 43 millóns na actual).
Coa chegada do PP a San Caetano, reduciuse o gasto público –coa perda de empregos e coa grave deterioración da calidade dos servizos públicos–, incumpriuse o Plan Estratéxico de Prevención de Riscos, silenciouse o Instituto Galego de Seguridade e Saúde Laboral, privatizáronse servizos, impediuse o incremento do tramo autonómico do IRPF ás rendas máis altas e facilitáronse expedientes de extinción de contratos. Á vista destes datos, non resulta sorprendente que Galiza lidere as autonomías nas que máis crece o paro e na que máis ocupados desaparecen.
Esta mesma semana, Feixóo anunciou o recorte do 12% dos orzamentos para o ano que vén. O Executivo do PP meteralle a tesoira, segundo avanzou, a servizos públicos como o Noitebús (liñas de autobuses para evitar sinistros de tráfico entre a mocidade), liñas ferroviarias “deficitarias” ou ao servizo de comedor en centros de ensino.
Hai xa meses, o nacionalismo galego avogou por unha folga xeral que frease o recorte de dereitos. Unha folga para transmitirlles aos gobernos que os traballadores e traballadoras non están dispostos e dispostas a asumir unha “sangría laboral”. Neste contexto, o BNG pide que se freen políticas “que consisten en poñer a dieta os traballadores”. O portavoz nacional do Bloque, Guillerme Vázquez, declarou onte no reparto de propaganda para un 29-S masivo que “a quen hai que poñer a dieta son os mercados financeiros, as grandes fortunas e os grandes capitais”.
Na mesma liña, o sindicato nacionalista galego, a CIG, negouse a fotografarse coa patronal e coa Xunta en xullo, no que denominou “a escenificación dun diálogo social”, que ve unha política de colaboración co poder, un diálogo social que non ofrece alternativas políticas reais de saídas á crise dende unha perspectiva favorábel á clase traballadora. Ambas as dúas organizacións nacionalistas percorren estes días as rúas de Galiza para chamar os galegos e galegas á folga do vindeiro mércores.
dimecres, 6 de juny del 2012
Diada dels Arxius a Galicia (9 / VI / 2012)
Ciutat nascuda sota la llegenda d'Hèrcules i de Breogán, sembla molt probable que sota les seves cases del barri vell es trobés un oppidum celta..Sembla que els prospectors de metalls, van tenir-hi un assentament i que per les seves fars discórrer els fenicis i més tard els cartaginesos en les seves aventures per la difícil ruta de l'estany.
Amb els romans arriba entitat de ciutat i caràcter d'urbs. Amb el rei Alfons XI, després de quedar despoblada, torna a obtenir la ciutat certa categoria. Es emmurallada i floreix de nou l'activitat portuària. La seva situació la converteix en apetitosa presa i és atacada successivament per normands, portuguesos i anglesos.
Els segles XIII i XIV, la converteixen en un poble pròsper i un nucli d'esplendor cultural. La important colònia jueva desenvolupa la millor escola de il · luminadors hebreus d'Europa. Passen per ella els Reis Catòlics i Carles I, reuneix Corts en 1.521 per sol · licitar diners.
Al segle XVI, les seves drassanes són de primer ordre i d'ells surten navilis per a tots els confins del món. A mitjan segle XVII, s'instal · la l'Audiència de Galícia i l'any 1.588 atraca l'Armada Invencible camí d'Anglaterra i del desastre.Durant aquesta època els corsaris l'ataquen repetidament amb sagnants conseqüències. Drake va ser un d'ells a qui li va fer front l'heroïna local Maria Pita.
En el set-cents veurà florir el comerç amb Amèrica, lliure del monopoli, la ciutat s'enlaira i s'industrialitza.
Al segle XIX, en 1.809, el general britànic Moore, amb 17.000 soldats desembarca per lluitar a la península contra Napoleó. Durant aquest conflicte La Corunya adquireix un paper destacat ja que el General Wellington, amb les seves tropes arriba a la ciutat prenent seguidament rumb cap a Porto on iniciarà la seva campanya contra el francès.Després de la contesa la ciutat progressa i s'enderroquen les muralles. Les guerres civils del segle deixaran també les seves empremtes i l'any 1.854 l'epidèmia de còlera fa estralls.
Amb els romans arriba entitat de ciutat i caràcter d'urbs. Amb el rei Alfons XI, després de quedar despoblada, torna a obtenir la ciutat certa categoria. Es emmurallada i floreix de nou l'activitat portuària. La seva situació la converteix en apetitosa presa i és atacada successivament per normands, portuguesos i anglesos.
Els segles XIII i XIV, la converteixen en un poble pròsper i un nucli d'esplendor cultural. La important colònia jueva desenvolupa la millor escola de il · luminadors hebreus d'Europa. Passen per ella els Reis Catòlics i Carles I, reuneix Corts en 1.521 per sol · licitar diners.
Al segle XVI, les seves drassanes són de primer ordre i d'ells surten navilis per a tots els confins del món. A mitjan segle XVII, s'instal · la l'Audiència de Galícia i l'any 1.588 atraca l'Armada Invencible camí d'Anglaterra i del desastre.Durant aquesta època els corsaris l'ataquen repetidament amb sagnants conseqüències. Drake va ser un d'ells a qui li va fer front l'heroïna local Maria Pita.
En el set-cents veurà florir el comerç amb Amèrica, lliure del monopoli, la ciutat s'enlaira i s'industrialitza.
Al segle XIX, en 1.809, el general britànic Moore, amb 17.000 soldats desembarca per lluitar a la península contra Napoleó. Durant aquest conflicte La Corunya adquireix un paper destacat ja que el General Wellington, amb les seves tropes arriba a la ciutat prenent seguidament rumb cap a Porto on iniciarà la seva campanya contra el francès.Després de la contesa la ciutat progressa i s'enderroquen les muralles. Les guerres civils del segle deixaran també les seves empremtes i l'any 1.854 l'epidèmia de còlera fa estralls.
dimarts, 5 de juny del 2012
Aprendizaxe da Lingua e a Cultura galega
-Vencello-
Preséntase en Santiago de Compostela Vencello, libro de texto elaborado por un equipo de profesores de Secundaria de Cataluña. Participan neste acto Rosario Álvarez, directora do Instituto da Lingua Galega, Carlos Callón, presidente da Mesa pola Normalización Lingüística, Sabela Labraña (Filologies Gallega i Portuguesa), coordinadora do Proxecto Galauda e Valerià Paül, coodinador de Vencello.
Esta publicación, subvencionada pola Secretaría Xeral de Política Lingüística, é unha edición actualizada tanto na norma como nos contidos. E, malia ser un manual dirixido principalmente a alumnado de fóra de Galicia, pode ser empregado no estudo da lingua e da cultura para galegofalantes.
O Proxecto Galauda xorde dentro do marco do Protocolo de Colaboración entre o Departament d'Educació da Generalitat de Catalunya e mais da Consellería de Educación e Ordenación Universitaria da Xunta de Galicia, asinado en 1999 co obxecto de promover a lingua galega e catalá dentro dos centros de ensino secundario de ambas as dúas comunidades autónomas.
Preséntase en Santiago de Compostela Vencello, libro de texto elaborado por un equipo de profesores de Secundaria de Cataluña. Participan neste acto Rosario Álvarez, directora do Instituto da Lingua Galega, Carlos Callón, presidente da Mesa pola Normalización Lingüística, Sabela Labraña (Filologies Gallega i Portuguesa), coordinadora do Proxecto Galauda e Valerià Paül, coodinador de Vencello.
Esta publicación, subvencionada pola Secretaría Xeral de Política Lingüística, é unha edición actualizada tanto na norma como nos contidos. E, malia ser un manual dirixido principalmente a alumnado de fóra de Galicia, pode ser empregado no estudo da lingua e da cultura para galegofalantes.
O Proxecto Galauda xorde dentro do marco do Protocolo de Colaboración entre o Departament d'Educació da Generalitat de Catalunya e mais da Consellería de Educación e Ordenación Universitaria da Xunta de Galicia, asinado en 1999 co obxecto de promover a lingua galega e catalá dentro dos centros de ensino secundario de ambas as dúas comunidades autónomas.
dilluns, 4 de juny del 2012
O que teño por diante:papeis e cousas que falan de tot.
A carón do meu ordenador, un milleiro de papeis e cousas que falan de todo o que teño por diante. O ciclo de literatura galega do Tortoni que, este ano, vai de Ferrín. O disco de Graciela Pereira que ten moi boa pinta. A lista dos libros que o neno maior vai usar este ano no colexio. Detrás, a lista dos teléfonos aos que teño que chamar para facer varias entrevistas.
As nubes brancas no ceo verde é un tríptico dun faro precioso de Marie-Anne Foucart que, algunha vez, quen sabe cando, vai ser un cadriño fermoso. A palabra serviettes me lembra os deberiños que teño sen facer para a clase de francés dos xoves. E, ainda que non se ven, teño as instruccións para escribir no milagre ese que é Praza e cousiñas que facer para a AIEG. Darei feito?
Antes de ter fillos, non me preguntaba moito polos nomes das persoas. Tiña unha historia familiar sobre a maneira na que cada quen rematou sendo José, Grisel ou Marilín e gustábame pensar que, máis ou menos, a cousa sería así en todas as familias.
O caso é que, cando tiven que escoller eu un nome -daquela para o meu primeiro fillo- din en cavilar sobre os motivos, as pulsións que operan neses momentos. E apunto o de motivos e o de pulsións porque, se cadra, nin todo é tan conciente, nin tan irreflexivo como semella.
Coñezo xente que escolle o nome de moda, o de algún persoeiro ou celebridade e mesmo o das personaxes das teleseries. Aquí na Arxentina, na década dos ´90 pasaron unha telenovela protagonizada por un neno que era criado polos indios: Catriel. O éxito da historia e a novidade do horario no que a daban (ás 21) fixo que o que daquela era un nome descoñecido de todo pasase a ser levado por centos e centos de nenos.
Dende entón, a xente semella que descubriu os nomes vencellados aos poboadores orixinarios do país e hai unha chea de Ailén, Eilén, Tayel, Sami, Newén, Kalén, ou Wayra. O casó é que adoitan ser Ailén Fernández, Tayel Goldstein ou Newén Abbruzzesi.
Outro tanto pasa cos filmes de Hollywood: cheíño está dos Kevin, Brian ou Jennifer que, de novo, son Brian Rodríguez, Kevin Steinschneider ou Jennifer Levecchi.
As mesturas, en si mesmas, no teñen nada de malo. Digo eu. Mesmo falan da escencia deste país: o coñecido crisol de razas. O malo, dende o meu punto de vista, é levar un nome que non é quen de decir algo de nós e da nosa historia.
Nisto, dende logo, hai cores para todos os gustos. E por iso, precisamente, chegado o momento de nomear aos nosos fillos, o meu home e mais eu buscamos que fosen o mesmo eles, a súa historia, a súa orixe e o seu nome.
Os motivos polos que Santiago é Santiago xa os contei aquí. E Manuel, que naceu hai sete meses, é Manuel Gonzalo porque Manuel é Belgrano, tamén o fillo de Osvaldo Soriano (que o é por Belgrano) e Manuel tamén é Rivas. Mesmo Manolo Escobar! E todos estes Manolos falan de nós.
Pola súa banda, Gonzalo é o nome do meu pai e, deste xeito, cada un deles é unha mensaxe cara ao futuro do que os seus avós sementaron neste país que, sen ser o de eles, lles deu moito do que eles son. Para que non os esquezan. E para que sempre saiban de onde é que eles veñen.
diumenge, 3 de juny del 2012
Álvaro Cunqueiro i Ortigueira,no ano 1951
"Mi Ortigueira". Festas de Santa Marta de Ortigueira.
Texto escrito por Álvaro Cunqueiro no ano 1951 en tempos de oscuridade e tebras, sendo profesor no colexio de Santa Marta, cando colaboraba no semanario falanxista Era Azul.
Son moitas as investigacións e especulacións sobre a ideoloxía do autor mindoniense neses anos, se cadra de galeguismo encuberto daqueles que decidiron exiliarse interiormente dentro do seu país.
Independentementemente de cuestións ideolóxicas e políticas, sobra dicir que se trata dun texto fantástico de exaltación da nosa vila que nos parece un magnífico complemento a un lusco e fusco no peirao de Ortigueira, nunha tarde maina de inverno, e que nos recorda (só un pouquiño) ás pinturas de Joseph Mallord William Turner que inspiran o sentir romántico do noso autor ao describir a vila.
Texto escrito por Álvaro Cunqueiro no ano 1951 en tempos de oscuridade e tebras, sendo profesor no colexio de Santa Marta, cando colaboraba no semanario falanxista Era Azul.
Son moitas as investigacións e especulacións sobre a ideoloxía do autor mindoniense neses anos, se cadra de galeguismo encuberto daqueles que decidiron exiliarse interiormente dentro do seu país.
Independentementemente de cuestións ideolóxicas e políticas, sobra dicir que se trata dun texto fantástico de exaltación da nosa vila que nos parece un magnífico complemento a un lusco e fusco no peirao de Ortigueira, nunha tarde maina de inverno, e que nos recorda (só un pouquiño) ás pinturas de Joseph Mallord William Turner que inspiran o sentir romántico do noso autor ao describir a vila.
dissabte, 2 de juny del 2012
Non ter caldo galego ou polvo ou ameixas do noroeste peninsular
-Ana Yáñez i Fraguela,informa-
Como todos sabemos, está moi de moda ir a un restaurante e pedir arroz con bogavante. Se un restaurador non ten no seu menú o arroz con bogavante parece como que non está ao día dos gustos culinarios maioritarios e resulta algo parecido a non ter caldo galego ou polbo ou ameixas neste curruncho do noroeste peninsular.
Hai aproximadamente unha década que algúns dos nosos clientes (unha minoría aplastante) nos demandan este plato, aínda que ben é verdade que son clientes que non comen habitualmente no noso establecemento e que se lle cadra, se achegan algunha vez por aquí, de pascuas en ramos.
Non sabemos cal é a orixe exacta deste novo plato que pouco a pouco está pasando a formar parte da tradición culinaria, se cadra española. É moi probable que algún restaurador coñecido decidise incluílo no seu menú e así se foi expandindo por moitos establecementos e casas particulares de España.
Nós, como non podía ser doutra maneira puxémonos mans á obra e comezamos a indagar sobre a necesidade de satisfacer ese tipo de gustos que, como unha marea viva, se apodera dos padais da poboación sen saber a razón. Así o fixemos, pero sen chegar a incluílo no noso menú habitual, só elaborandoo cando algún cliente teima na súa degustación.
Os amantes da combinación de arroz e bogavante consideran que se trata de algo magnífico pois todo o sabor do caldo do crustáceo se impregna no arroz quedando un resultado realmente esquisito.
Por estas terras (Ortegal) non somos grandes sabedores das maneiras de preparar os arroces, do que tanto saben no mediterráneo e concretamente na Comunidade Valenciana. Non sei se por alí renegaron das súas formas tradicionais de cociñalos (creo que non), e se pasaron ao arroz con bogavante, pero sí sei que temos bastantes clientes de Alicante e Valencia que ano tras ano nos dan a súa versión sobre maneira que eles teñen de elaboralo.
Todos coinciden en que o arroz debe ser pobre, enriquecido unicamente coa base dun bo caldo de carne ou de peixe, tamén con verduras que traspasan todo o seu sabor ao cereal. Para adornar, máis ben, engádenlle, por exemplo, algúns pedazos de lura, de mexillón, de gamba ou de langostino, pero como un pequeno tropezón no medio dunha marea de arroz. Tamén todos eles coinciden en sinalar que o comedor de arroz quere comer arroz, feito nunha “paellera”, que quede finiño e solto.
Consideramos que o arroz con bogavante quítalle protagonismo ao arroz e traspásallo ao bogavante e desta maneira tan lóxica tamén o bogavante perde o seu protagonismo.
Na nosa casa, gústanos comer o bogavante fervido ou a plancha, que non estea tostado por dentro. Probaron algunha vez a carne do bogavante (sexa cola ou cabeza), da nosa terra preferentemente, non queimado, que conserve o ton vermello dos seu interior, acompañado con unha vinagreta feita a base de aceite de oliva e vinagre?. Pois esta é a nosa recomendación e, na verdade, os nosos clientes, xeralmente decántanse por comelo só, como nós lles indicamos.
Non obstante os gustos de cada quen son algo moi persoal e o arroz con bogavante estase a impoñer cada vez máis como plato imprescindible nas cartas dos restaurantes pois así o demanda o cliente. Aínda que os arroces non constitúan un prato que goce de moita tradición en Galicia todos sabemos que a tradición non é o pasado, senón que está en constante proceso de desenvolvemento e creación.
Como todos sabemos, está moi de moda ir a un restaurante e pedir arroz con bogavante. Se un restaurador non ten no seu menú o arroz con bogavante parece como que non está ao día dos gustos culinarios maioritarios e resulta algo parecido a non ter caldo galego ou polbo ou ameixas neste curruncho do noroeste peninsular.
Hai aproximadamente unha década que algúns dos nosos clientes (unha minoría aplastante) nos demandan este plato, aínda que ben é verdade que son clientes que non comen habitualmente no noso establecemento e que se lle cadra, se achegan algunha vez por aquí, de pascuas en ramos.
Non sabemos cal é a orixe exacta deste novo plato que pouco a pouco está pasando a formar parte da tradición culinaria, se cadra española. É moi probable que algún restaurador coñecido decidise incluílo no seu menú e así se foi expandindo por moitos establecementos e casas particulares de España.
Nós, como non podía ser doutra maneira puxémonos mans á obra e comezamos a indagar sobre a necesidade de satisfacer ese tipo de gustos que, como unha marea viva, se apodera dos padais da poboación sen saber a razón. Así o fixemos, pero sen chegar a incluílo no noso menú habitual, só elaborandoo cando algún cliente teima na súa degustación.
Os amantes da combinación de arroz e bogavante consideran que se trata de algo magnífico pois todo o sabor do caldo do crustáceo se impregna no arroz quedando un resultado realmente esquisito.
Por estas terras (Ortegal) non somos grandes sabedores das maneiras de preparar os arroces, do que tanto saben no mediterráneo e concretamente na Comunidade Valenciana. Non sei se por alí renegaron das súas formas tradicionais de cociñalos (creo que non), e se pasaron ao arroz con bogavante, pero sí sei que temos bastantes clientes de Alicante e Valencia que ano tras ano nos dan a súa versión sobre maneira que eles teñen de elaboralo.
Todos coinciden en que o arroz debe ser pobre, enriquecido unicamente coa base dun bo caldo de carne ou de peixe, tamén con verduras que traspasan todo o seu sabor ao cereal. Para adornar, máis ben, engádenlle, por exemplo, algúns pedazos de lura, de mexillón, de gamba ou de langostino, pero como un pequeno tropezón no medio dunha marea de arroz. Tamén todos eles coinciden en sinalar que o comedor de arroz quere comer arroz, feito nunha “paellera”, que quede finiño e solto.
Consideramos que o arroz con bogavante quítalle protagonismo ao arroz e traspásallo ao bogavante e desta maneira tan lóxica tamén o bogavante perde o seu protagonismo.
Na nosa casa, gústanos comer o bogavante fervido ou a plancha, que non estea tostado por dentro. Probaron algunha vez a carne do bogavante (sexa cola ou cabeza), da nosa terra preferentemente, non queimado, que conserve o ton vermello dos seu interior, acompañado con unha vinagreta feita a base de aceite de oliva e vinagre?. Pois esta é a nosa recomendación e, na verdade, os nosos clientes, xeralmente decántanse por comelo só, como nós lles indicamos.
Non obstante os gustos de cada quen son algo moi persoal e o arroz con bogavante estase a impoñer cada vez máis como plato imprescindible nas cartas dos restaurantes pois así o demanda o cliente. Aínda que os arroces non constitúan un prato que goce de moita tradición en Galicia todos sabemos que a tradición non é o pasado, senón que está en constante proceso de desenvolvemento e creación.
Appeltaart:A torta holadesa máis típica.
-Appeltaart:: A torta holandesa máis típica-
Segundo me contan os meus amigos holandeses, unha das tortas máis socorrida nas casas holandesas é esta appeltaart ou torta de mazá, que leva uvas pasas e canela, como non, tratandose de repostería dos Países Baixos.É facilísisima de facer, así que se vos apetece sorprender a alguén ou vos vedes nun apuro, tomade estes datos e solucionaredes a cuestión.
Necesítanse estes ingredientes para unha torta mediana, aproximadamente 7 ou 8 porcións curiosas:
- 400 gr. de fariña de trigo.- 250 gr. de manteiga. 1 ovo.- 250 gr. de azúcre.- 4 ou 5 mazás "reineta"
- un puñado de uvas pasas.- Un sobre de levadura química.- canela en pó.- Un licor que nos guste (opcional)
Xeito de elaboración:
En primeiro lugar, poñemos as uvas a macerar no licor elixido. Se preferimos sen licor, saltamos este paso. A continuación, nunha cunca ampla, mesturamos a fariña coa manteiga, o ovo e a levadura. Cubrimos a base e os laterais do recipiente no que enfornaremos con esta pasta-masa, tendo cuidado de que ao retirala non se nos vaia pegar. Pelamos as mazás e cortamolas en xuliana. Enchemos o oco cos pedazos de mazá, as uvas pasas e un pouco de canela. Finalmente, desfacemos parte da masa para facerlle a boina á torta e cubrila pola parte de arriba.
Metemos no forno prequentado a 180º e cociñamos durante, aproximadamente, 45 min. Retiramos e deixamos enfriar antes de comezar a comela.
Disque en Holanda teñen acceso a unha fariña especial para este tipo de tortas. Como non tiñamos fixémola con fariña de repostería da que se vende nos supermercados de por aquí.
Quedou ben xeitosiña.
Appeltaart
Segundo me contan os meus amigos holandeses, unha das tortas máis socorrida nas casas holandesas é esta appeltaart ou torta de mazá, que leva uvas pasas e canela, como non, tratandose de repostería dos Países Baixos.É facilísisima de facer, así que se vos apetece sorprender a alguén ou vos vedes nun apuro, tomade estes datos e solucionaredes a cuestión.
Necesítanse estes ingredientes para unha torta mediana, aproximadamente 7 ou 8 porcións curiosas:
- 400 gr. de fariña de trigo.- 250 gr. de manteiga. 1 ovo.- 250 gr. de azúcre.- 4 ou 5 mazás "reineta"
- un puñado de uvas pasas.- Un sobre de levadura química.- canela en pó.- Un licor que nos guste (opcional)
Xeito de elaboración:
En primeiro lugar, poñemos as uvas a macerar no licor elixido. Se preferimos sen licor, saltamos este paso. A continuación, nunha cunca ampla, mesturamos a fariña coa manteiga, o ovo e a levadura. Cubrimos a base e os laterais do recipiente no que enfornaremos con esta pasta-masa, tendo cuidado de que ao retirala non se nos vaia pegar. Pelamos as mazás e cortamolas en xuliana. Enchemos o oco cos pedazos de mazá, as uvas pasas e un pouco de canela. Finalmente, desfacemos parte da masa para facerlle a boina á torta e cubrila pola parte de arriba.
Metemos no forno prequentado a 180º e cociñamos durante, aproximadamente, 45 min. Retiramos e deixamos enfriar antes de comezar a comela.
Disque en Holanda teñen acceso a unha fariña especial para este tipo de tortas. Como non tiñamos fixémola con fariña de repostería da que se vende nos supermercados de por aquí.
Quedou ben xeitosiña.
Appeltaart
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