dijous, 31 de gener del 2013

O Povo dos Suevos tem un papel fundamental (2013)

O povo dos Suevos tem um papel fundamental na Galicia Germânica. Depois de os Asdingos –que tinham ocupado o território da actual Galiza, aos Suevos coube o Norte do actual Portugal– se deslocarem para a Bética e em seguida para a Africa (como consequência de os Visigodos terem aniquilados os Silingos e Alanos) os Suevos dominam todo o Noroeste peninsular, a Gallaecia e grande parte da Lusitânia –sendo a capital Mérida posto avançado dos Visigodos– com repetidas tentativas para se apoderar das outras províncias romanas.

A corte encontra-se em Braga, Porto é praça forte. Mas depois de 468, pouco depois da importante derrota contra os Visigodos, reina um silêncio absoluto que só será interrompido a partir dos anos 60 do século seguinte, em plena actividade de São Martinho de Dume e a poucos anos do fim do reino.

Desde 585 (e seguramente já alguns anos antes) até 711 a Gallaecia faz parte do Reino visigodo e é de notar, com José Mattoso, «o pouco interesse que até agora tem despertado a temática Godos e Gallaecia» (podia acrescentar-se Lusitania).

É problemático o caso dos Suevos, e não posso entrar em mais pormenores: basta remitir,por exemplo, ao colóquio dedicado aos «Suevos» realizado em Braga nesta Primavera. De facto, nada ou muito pouco sabemos deste grupo germânico e não deixa de ser controversa a sua proveniência e composição étnica.

Parece que devem identificar-se com os Quados e que passaram algum tempo na Pannonia (hoje Hungria), também pátria de São Martinho de Dume ou de Braga. É pouco segura a identificação com os actuais Schwaben (Suabos) da Alemanha, e tentar estabelecer uma ligação linguística entre Suevos e Suabos não passa de pura especulação.

Pensa-se, no entanto, que os Suevos pertencem ao ramo chamado ocidental do germânico, ao contrário dos Godos ou Vândalos germanico-orientais. Mas nada sabemos da sua língua, e a onomástica dos reis suevos é predominantemente goda.

As fontes que nos podem fornecer algum indício de uma eventual influência linguística germânica são na sua totalidade indirectas. Não há, repito-o, nenhum documento da fase chamada «histórica» dos Hispano-godos que esteja escrito em godo ou faça menção desta língua germânica, relativamente bem conhecida.

Temos de deduzir os nossos conhecimentos dos textos e documentos da época escritos em latim e dos quais o melhor conhecedor é o Prof. Díaz y Díaz. São especialmente importantes os textos legais (que contêm alguns,poucos, termos germânicos de índole administrativo: gardingus, guardia, scancia, tiufadus
 e sagio) e as notabilíssimas actas dos concílios hispânicos, só transmitidos em cópias medievais,assim como a colecção original dos documentos, na sua maior parte fragmentá-