dimarts, 15 de gener del 2013

O conhecimento pela entrada na Península Ibèrica.

A abundante historiografia –entre as várias histórias da Hispânia germânica cito aqui apenas a geral sob a direcção de Menéndez Pidal e a de José Orlandis e, para o Reino dos Suevos, a de Casimiro Torres– deixa entrever por um lado a continuidade de estructuras sociais, administrativas e agrárias romanas e por outro o forte impacto dos «invasores» para a unidade político-jurídica da Hispânia, incluindo o «apéndice» da Septimânia. É precisamente o termo de «invasores», além de «bárbaros», que se presta a mal-entendidos.

Na realidade, a Hispânia foi, para Suevos e Visigodos, a última pátria. Confundiram-se com a população indígena. As nações medievais já não correspondem a etnias,são resultado de uma secular convivência e integração de «raças» distintas. É na verdade extremamente difícil captar, em todos os seus momentos, este processo histórico de assimilação entre germanos e as várias etnias da Península.

Temos de ter em conta a relação demográfica que seria de 1:20 (ou 5% de Germanos), e ao mesmo tempo a diversificação das camadas sociais: a romanização teria avançado muito mais rapidamente na aristocracia –a classe dominante parece integrar as grandes famílias de tradição romana–,as tradições góticas ter-se-iam mantido até bem entrado o século VII entre a população humilde do campo.

Durante o «período histórico» é nítido o conceito de germanidade. O rei era obrigatoriamente de estirpe goda. Ao mesmo tempo e como consequência de uma legislação única para todos, assistimos ao nascer de uma nacionalidade comum romano-germânica.

Parece que o «neo-gotismo» da primeira fase da Reconquista significa precisamente a restauração desta unidade nacional e não racial, sendo uma tradição propriamente germânica ainda característica de algumas grandes famílias. Parece-me importante insistir na continuidade do pós 711: os Visigodos não «morreram como 5 Orlandis.