-Pela entrada na Península Ibérica-
Dos primeiros povos germânicos –Vândalos (Asdingos e Silingos), Alanos e Suevos– no ano 409 e a catástrofe de 711, não é escasso, apesar da falta de fontes directas.
A abundante historiografia –entre as várias histórias da Hispânia germânica cito aqui apenas a geral sob a direcção de Menéndez Pidal e a de José Orlandis e, para o Reino dos Suevos, a de Casimiro Torres– deixa entrever por um lado a continuidade de estructuras sociais, administrativas e agrárias romanas e por outro o forte impacto dos «invasores» para a unidade político-jurídica da Hispânia, incluindo o «apéndice» da Septimânia.
É precisamente o termo de «invasores», além de «bárbaros», que se presta a mal-entendidos.Na realidade, a Hispânia foi, para Suevos e Visigodos, a última pátria. Confundiram-se com a população indígena. As nações medievais já não correspondem a etnias,são resultado de uma secular convivência e integração de «raças» distintas.
É na verdade histórica de assimilação entre germanos e as várias etnias da Península. Temos de ter em conta a relação demográfica que seria de 1:20 (ou 5% de Germanos), e ao mesmo tempo a diversificação
das camadas sociais: a romanização teria avançado muito mais rapidamente na aristocracia –a classe dominante parece integrar as grandes famílias de tradição romana–,as tradições góticas ter-se-iam mantido até bem entrado o século VII entre a população humilde do campo. Durante o «período histórico» é nítido o conceito de germanidade.
O rei era obrigatoriamente de estirpe goda. Ao mesmo tempo e como consequência de uma legislação única para todos, assistimos ao nascer de uma nacionalidade comum romano-germânica. Parece que o «neo-gotismo» da primeira fase da Reconquista significa precisamente a restauração desta unidade nacional e não racial, sendo uma tradição propriamente germânica ainda característica de algumas grandes famílias. Parece-me importante insistir na continuidade do pós 711: os Visigodos não «morreram".
Povo» (Piel) –já não existiam como tal– nem foram expulsos da Península, não se registando qualquer êxodo populacional: eles sobrevivem na sociedade medieval.O povo dos Suevos tem um papel fundamental na Galicia Germânica. Depois de os Asdingos –que tinham ocupado o território da actual Galiza, aos Suevos coube o Norte do actual Portugal– se deslocarem para a Bética e em seguida para a Africa (como consequência de os Visigodos terem aniquilados os Silingos e Alanos) os Suevos dominam todo o Noroeste e encontra-se em Braga, Porto é praça forte. Mas depois de 468, pouco depois da importante derrota contra os Visigodos, reina um silêncio absoluto que só será interrompido a partir dos anos 60 do século seguinte, em plena actividade de São Martinho de Dume e a poucos anos do fim do reino.
Desde 585 (e seguramente já alguns anos antes) até 711 a Gallaecia faz parte do Reino visigodo e é de notar, com José Mattoso, «o pouco interesse que até agora tem despertado a temática Godos ecia» (podia acrescentar-se Lusitania).
dimecres, 9 de gener del 2013
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