A precariedade do sistema galeguista o sistema cultural galeguista funcionou em condiçons de extrema precariedade durante muitos anos; ainda hoje nom podemos propri amente falar dum sistema cultural autónomo.
Na fase i nicial do regionalismo, década de 1 8 80, essa precari edade esten de-se a todas as pa rtes do siste m a ( u ten tes , mercado,i nstituiçons, repertório utili zado, etc .). Como refere A lonso Montero):
Resultaría pueril buscar en este período libros científicos,periódicos diarios, grandes tratados históricos o ensayos crítico s . Hasta los más entusia stas redactaban sus ca rtas en castel lano" .'o mercado é quase i nexistente; algumhas revistas e associ açons efémeras ou pouco actuantes som toda a sua i titucionalizaçom ; a língua própria da Galiza está fortemente castelhanizadas e ausente de qualquer ámbito público.
Os seus falantes, que nom pertencem aos sectores sociais que nutrem as magras fileiras do galeguismo, som n a maior parte analfabetos. Era assim di fíci l reconhecer umha comunidade lingüística com u m Portugal longínquo; além do mais: só em meados da década de oitenta, e muito lentamente, vai ser conhecido o presti giado patri mónio comum dos Cancioneiros Medievais.
As tentativas de recuperaçom en frentavam o auto-ódio dumha populaçom habituada a sentir o galego omo u m di alecto do espanhol ou como u m linguajar rústico e inútil,cuja reivindicaçom, ali ás, era crime lesa-progresso e contra a unidade pátria espanhol a. Mesquinha bagage, certamente.das revistas literárias, U n i versidade de S antiago de Compostela, 3 vais., 1996, foc a pri ncipal mente o período 1 8 8 8 - 1 907.)
Constitución dei gal/ego en lengua literaria, Lugo, ed. Celta, 1 970, p. 27.4 A situaçom nom i a melhorar nos anos seguintes. Cfr. os dados recolhidos polo regional i sta liberal Carré Aldao n a Revista Gal/ega (n° 1 99, I Nov. 1899).S Como se verá o uso idioma galego por parte dos galeguistas era pouco (principal exemplo do que denomino défices projectivos o u elementos programáticos dum sector, aqui o galeguista, cuja prática pode ver-se dificultada ou impedida por motivos tácticos, políticos, económicos, sociais etc.), deturpado e castelhanizado.
Apesar disso e da complexidade, nem sempre etimológica, da ortografia portuguesa,u n s e outros sentiam os seus códigos como pertencentes à mesma língua.
Os cavalos de Tróia
Mas alguns desses "males" estám n a raiz do movi mento: nem todos os grupos postu lavam a suficiênc i a sistémica, pretendendo alguns um subsistema galego do sistema espanh o l , como periferi a ou como struto da u n i dade superior. De entre estas atitudes sali enta-se a que designo de "cavalos de Tró i a" : i ntelectuais postul adores da subalternidade que, colocados no sistema espanhol, se reclamam i gualmente pertencentes ao g alego e até dele l íderes, e cujas críticas aumentam ao ritmo dos tímidos avanços autonomistas.
Pardo Bazán é a representante mais característica dessa atitude, e o seu mel hor compêndio De mi tierra ( 1 8 8 8 ) , l i vro onde, no que di respeito ao caso que •• tratamos, defe nde a l i teratura espanh o l a (referente de oposi çom galeguista) como superior à portuguesa (referente de reintegraçom),e em que combate "lo que en el terreno político representa l a l i teratura regional" e manifesta as suas "dudas acerca de su utilitat.
diumenge, 9 de setembre del 2012
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