dijous, 30 d’agost del 2012

Galicia Germànica 2012

-É problemático o caso dos Suevos-

Ao colóquio dedicado aos «Suevos» realizado em Braga nesta Primavera7. De facto, nada ou muito pouco sabemos deste grupo germânico e não deixa de ser controversa a sua proveniência e composição étnica. Parece que devem identificar-se com os Quados e que passaram algum tempo na Pannonia (hoje Hungria), também pátria de São Martinho de Dume ou de Braga. É pouco segura a identificação com os actuais Schwaben (Suabos) da Alemanha, e tentar estabelecer uma ligação linguística entre Suevos e Suabos não passa de pura especulação.

 Pensa-se, no entanto, que os Suevos pertencem ao ramo chamado ocidental do germânico, ao contrário dos Godos ou Vândalos germanico-orientais. Mas nada sabemos da sua língua, e a onomástica dos reis suevos é predominantemente goda.

As fontes que nos podem fornecer algum indício de uma eventual influência linguística germânica são na sua totalidade indirectas. Não há, repito-o, nenhum documento da fase chamada «histórica» dos Hispano-godos que esteja escrito em godo ou faça menção desta língua germânica, relativamente bem conhecida.

Temos de deduzir os nossos conhecimentos dos textos e documentos da época escritos em latim e dos quais o melhor conhecedor é o Prof. Díaz y Díaz. São especialmente importantes os textos legais (que contêm alguns,poucos, termos germânicos de índole administrativo: gardingus, guardia, scancia, tiufadus e sagio) e as notabilíssimas actas dos concílios hispânicos, só transmitidos em cópias medievais

Mas na realidade essas fontes fornecem-nos bem pouca informação: Parece que uma eventual língua hispano-gótica falada não teve qualquer impacto sobre a estrutura morfológica ou fonética do latim10, relativamente conservativo, da época.

O pequeno grupo dos empréstimos lexicais só se pode «destilar» das línguas românicas ulteriores. O que resta é o impressionante acervo dos nomes pessoais.