dissabte, 4 d’agost del 2012
Falar de "Toponímia germánica",é frequente (2012)
Na realidade não há, na Península Ibérica, praticamente nenhuma toponímia
germânica, a não ser as duas fundações históricas de Recópolis e Victoriacum. O que se costuma chamar assim são denominações toponímicas medievais românicas, com empréstimos –lexicais ou onomásticos– de origem ou etimologia germânica.
Uma Saavedra é uma denominação puramente romance, baseada no empréstimo lexical sala ou sá. O topónimo,frequente, Samil (também Saamil, Samir, Salamir, Zaramil, Sanamil, Sanmir, Sanmil,Sanmiro, Samiráns, Xamirás), é o resultado de uma formação latina do tipo villa Salamiri,quer dizer com o lexema comum vila e o nome do proprietário latinizado em Salamirus.
Este nome pessoal é um nome do onomástico comum da época, sendo a sua etimologia
gótica. A formação em si nada tem de «germánico».Insisto nesta distinção banal entre «germânico» e «de origem germânica» para evitar, a todo custo, especulações inúteis e falsas.
Basta citar o Prof. Piel: ele próprio contribuiu involuntariamente para esta confusão terminológica quando fala, ao referir-se à toponímia eantroponímica, de «toponímia germânica» ou «nomes de lugar, antigos e modernos, de
origem visigoda», etc., especificando porém que «os topónimos portugueses de origem
visigoda explicam-se portanto pela antroponímia medieval respectiva, e as conclusões
históricas que dêles podemos tirar não vão além das que esta nos permite. O facto de uma localidade ter um nome de origem visigoda, não implica de maneira nenhuma que tenha sido fundada ou habitada por um godo. Indica única e exclusivamente que, em determinada época da Idade Média, esta localidade foi propriedade de um indivíduo de nome visigodo
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